Petróleo fecha em alta por tensões geopolíticas

Petróleo fecha em alta por tensões geopolíticas

Analistas mais otimistas estimam que o barril pode voltar a patamares de US$ 100.

"A eventual dupla diminuição da produção do Irão e da Venezuela poderia representar o maior desafio para os produtores, que teriam de evitar a abrupta subida dos preços e compensar as quedas daqueles países".

Nos EUA, o barril de "light sweet crude" (WTI) para entrega em junho era negociado, às 7h15 de Brasília, a US$ 72,07, uma alta de 58 centavos na comparação com a véspera.

O petróleo continua em alta devido ao temor dos investidores de uma descida da produção global, devido à queda do fornecimento na Venezuela e no Irão, que enfrenta sanções depois de Washington se ter retirado do acordo multilateral sobre o programa nuclear.

Nesta quarta-feira, a gigante petrolífera francesa Total anunciou que irá deixar um grande projeto de gás no Irã antes de novembro se não receber uma isenção da Casa Branca.

Além disso, os estoques globais de petróleo e produtos refinados caíram acentuadamente nos últimos meses devido à demanda robusta e aos cortes de produção dos principais países produtores do mundo.

Nesta quinta-feira, no entanto, a TV estatal iraniana reportou que Teerã assinou um acordo com um consórcio britânico para desenvolver um campo de petróleo. O preço do diesel A passará de R$ 2,3082 para R$ 2,3302 na próxima sexta-feira, 18, uma alta de 0,95%.

A escalada no aumento do preço do petróleo chegou a um novo patamar. É provável que o preço do petróleo continuará crescendo.

A arrecadação com royalties cresceu 23,3% nos 4 primeiros meses de 2018, na comparação com o mesmno período do ano passado, segundo dados do Centro Brasileiro de Infra Estrutura (CBIE).