MPF acusa 11 brasileiros de promover Estado Islâmico

MPF acusa 11 brasileiros de promover Estado Islâmico

O Ministério Público Federal (MPF) brasileiro acusou 11 brasileiros pela formação de organização criminosa e por promoção do grupo extremista Estado Islâmico (EI) no Brasil, divulgou esta quinta-feira a imprensa brasileira. Na avaliação do MPF, houve tentativa de recrutar jihadistas para se juntar ao grupo terrorista, discussões sobre a realização de atentados no Brasil e planos para formar uma célula nacional do EI. A denúncia se baseia em conversas e trocas de mensagens em aplicativos e redes sociais, as quais foram interceptadas pela Polícia Federal, e é resultado da Operação Átila, mantida em sigilo até março. As investigações começaram em 2016, depois de alerta da Guarda Civil da Espanha.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Há cinco integrantes que também vão responder pelo crime de corrupção de menores, por buscarem recrutar pessoas com menos de 18 anos.

Um dos grupos de mensagens identificados, segundo a denúncia do MPF, era "destinado a discutir a criação de uma célula terrorista no Brasil", cujo nome era "Estado Califado no Brasil".

Em depoimentos à polícia, alguns disseram que se comunicavam com simpatizantes e membros de organizações terroristas em países como Síria, Turquia, Líbia, Afeganistão e Estados Unidos. Também há relatos de conversas a respeito de organizar uma célula e treinar facções paramilitares no Brasil, o que também consta em diálogos obtidos pela PF após a apreensão de celulares.

Em maio de 2017, a justiça brasileira condenou oito pessoas por promover ações terroristas do Estado Islâmico nas vésperas dos Jogos Olímpicos do Rio 2016.

A denúncia foi aceita, o que significa que os acusados já respondem a processo judicial na condição de réus. Sete deles já estão presos desde outubro do ano passado, mas só dois seguem atrás das grades.