IBGE aponta que falta trabalho para 27,7 milhões de brasileiros

IBGE aponta que falta trabalho para 27,7 milhões de brasileiros

No quarto trimestre de 2017, o contingente era de 2,896 milhões. Foi a maior taxa da série histórica iniciada em 2012.

A taxa de desemprego no 1º trimestre de 2018 entre a parcela da população que se declarava preta ou parda era superior à média nacional (13,1%), segundo o IBGE. Contudo, os estados do Nordeste somaram 2,8 milhões de pessoas nessa condição, enquanto no Sudeste são 922 mil.

Alagoas registrou um novo aumento no número de pessoas desempregadas no primeiro semestre deste ano.

Só é considerado desocupado, e entra na estatística de desemprego, quem não está trabalhando, procurou emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa e estava apto a começar a trabalhar. Mas existem outras situações medidas. Os números reúnem os desempregados, aqueles que trabalham menos de 40 horas semanais e os que não estão procurando emprego por motivos diversos.

O percentual de desalentados é maior na região Nordeste do país, chegando a 9,7% da força de trabalho.

Segundo Azeredo, apesar da redução do desemprego observada em relação ao primeiro trimestre de 2017, o cenário é preocupante, pois "essa redução do desemprego se dá em função do aumento das outras formas de subutilização".

Além disso, segundo a pesquisa, a desocupação é maior entre pretos, pardos e mulheres.

Mas a maior parte dos desempregados procurava vaga havia entre um mês e um ano.

Outra leitura da estatística está associada à diferença de sazonalidade entre o último trimestre de um ano, quando a economia, em geral, está aquecida pela injeção do 13º salário e demanda motivada pelas festas de fim de Natal e Ano-novo; e os primeiros três meses do ano seguinte, marcados por mais despesas com o pagamento de impostos e gastos com educação, além das férias. "No Distrito Federal, o desalento cresceu 123%", ressaltou.

No Brasil, a taxa foi de 24,1% para 24,7% no comparativo entre 2017 e 2018.

As maiores taxas de desemprego entre os estados foram registradas no Amapá (21,5%), Bahia (17,9%), Pernambuco (17,7%), Alagoas (17,7%) e Maranhão (15,6%).

Em se tratando do rendimento médio habitual de todos os trabalhos, o valor recebido pelo trabalhador sul-mato-grossense no primeiro trimestre deste ano foi estimado em R$ 2.171, montante 1,4% superior ao do trimestre anterior (R$ 2.140) e 2,6% superior ao mesmo trimestre de 2017 (R$ 2.116).

O número, que se refere ao primeiro trimestre de 2018, representa a quantidade de trabalhadores desempregados, subocupados por insuficiência de horas (pessoas que trabalham, mas gostariam de trabalhar mais) e força de trabalho potencial. "Isso denota uma precarização do mercado".