Queda do PIB no trimestre desmonta discurso de "retomada" de Temer

Queda do PIB no trimestre desmonta discurso de

O Banco Central informou ainda que o IBC-Br registrou baixa de 0,13% no acumulado do primeiro trimestre de 2018, em comparação com o trimestre anterior (outubro a dezembro de 2017), pela série ajustada. Para o fechamento do ano, as projeções são de 2,4% e de 2,0%, respectivamente.

"Não há muita expectativa de que o cenário seja revertido logo porque essas incertezas vão com a gente até as eleições", completou ele, destacando, entretanto, que um resultado eleitoral favorável pode liberar as contratações, investimentos e consumo represados agora, favorecendo o crescimento em 2019.

Dessa forma, o Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br), indicador projetado para tentar replicar o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB), caiu 0,13% em relação ao último trimestre de 2017. Somente o varejo terminou o período com ganhos, de 0,7 por cento, mas ainda indicando oscilações. A expectativa dos analistas do mercado financeiro é de que o PIB cresça 2,51% neste ano, segundo dados do último Boletim Focus.

Com a retração do PIB no trimestre, a taxa de juros deve cair hoje de 6,5% para 6,25%. O que os analistas não esperavam era um recuo mais intenso como o verificado, mesmo depois das revisões para baixo nos números de janeiro e fevereiro, como os divulgados nesta quarta-feira.

"Há alguns meses havia expectativas de alta em torno de 1% para o PIB do primeiro trimestre, e agora estão bem abaixo disso".

Considerando apenas os primeiros trimestres de cada ano, o recuo de 0,13% deste ano é o primeiro desde 2016, quando houve retração de 1,60%.

De acordo com o economista Alberto Ramos, os dados recentes sugerem que o momento para a economia enfraqueceu durante o primeiro trimestre de 2018 e os indicadores de sentimento para abril mostraram uma deterioração da confiança dos consumidores e das empresas.