Preso era homem de confiança de narcotraficante

Preso era homem de confiança de narcotraficante

A investigação policial apontou uma complexa e organizada estrutura destinada à lavagem de recursos vindos do tráfico internacional de entorpecentes. Segundo as investigações, dinheiro obtido pelo traficante, repassado ao doleiro, estaria sendo usado no pagamento de propina a políticos.

- O que nós temos até agora são apenas indícios. As informações foram repassadas durante coletiva de imprensa na sede da Polícia Federal, em Curitiba. Também seria ele um dos principais fornecedores de cocaína para facções brasileiras do tráfico de entorpecentes, como o Primeiro Comando da Capital (PCC), que atua dentro dos presídios e penitenciárias do Estado de São Paulo.

Na época da prisão de Cabeça Branca, em julho do ano passado, a PF apreendeu 3,4 milhões de dólares em uma casa de alto padrão usada pelo traficante no Parque dos Príncipes, em Osasco.

Valores que transformam Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, e Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, bandidos classificados como barões das drogas no continente, como criminosos pés-de-chinelo. Não há nenhum criminoso do mesmo nível de Cabeça Branca sendo procurado pela Polícia Federal no momento. Ceará voltou a delinquir, segundo a PF, e foi preso nesta terça-feira durante a deflagração da Operação "Efeito Dominó", que desarticulou esquema que pode ter movimentado R$ 100 milhões de 2014 a 2017 e envolveu ao menos 200 laranjas. O que estamos verificando é se eles sabiam - afirmou Secco. "Quanto ao operador financeiro (doleiro) já investigado da Operação Lava Jato, chama atenção o fato de ter retornando às suas atividades ilegais mesmo tendo firmado acordo de colaboração premiada com a Procuradoria Geral da República e posteriormente homologado pelo Supremo Tribunal Federal".

A operação Efeito Dominó é um desdobramento da Operação Spectrum após as investigações que começaram em 2017. Tanto a PGR quando o STF serão comunicados sobre a prisão dele para avaliar quanto a quebra do acordo.

Hoje, cerca de 90 policiais federais cumpriram 26 ordens judiciais, sendo cinco mandados de prisão preventiva, três de prisão temporária e 18 de busca e apreensão.