PF faz Operação Efeito Dominó contra lavagem de dinheiro do tráfico

PF faz Operação Efeito Dominó contra lavagem de dinheiro do tráfico

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (15) a Operação Dominó para combater o tráfico internacional de drogas e a lavagem de dinheiro.

De acordo com artigo publicado na Fórum, em 2016, por Helena Sthephanowitz, há no caso um buraco mal explicado, ou seja, saber "porque alguns investigados só saem da cadeia em Curitiba quando delatam qualquer coisa, quase sempre com efeitos políticos que atingem a atual base governista federal (na época o governo Dilma), enquanto outros que tinham informações que atingem a oposição tucana foram mandados para casa em silêncio, ganhando benefícios como redução de multas, suspensão e extinção de penas?". Ambos eram conhecidos desde a Operação Farol da Colina (caso Banestado) e na Lava Jato. As investigações apontaram o envolvimento de dois doleiros com os crimes de lavagem de dinheiro e tráfico internacional de drogas.

Ceará fechou um acordo de colaboração premiada com Procuradoria-Geral da República (PGR), e que foi homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Ceará, preso na Operação Efeito Dominó, é um dos delatores da Operação Lava Jato.

- Ele diz na colaboração que o Youssef tinha interesse nele porque ele tinha disponibilidade de dinheiro em espécie por causa de negócios com vinhos. Antes, em 2013, Ceará já trabalhava para traficantes, ainda de acordo com o delegado. Dois operadores financeiros foram presos.

O alvo da "Operação Efeito Dominó" é desarticular quadrilhas internacionais de tráfico de droga que envolve doleiros de seis Estados, sendo que em Mato Grosso do Sul, os mandados de busca e apreensão e de prisões estão sendo cumpridos nas cidades de Campo Grande, Dourados e Amambai. Os presos serão conduzidos à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, no Paraná.

A nova ação do Ministério Público Federal mira doleiros, figuras frequentes em esquemas de corrupção e há décadas na mira das autoridades brasileiras FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOK DARIO MESSER É UM DOS PRINCIPAIS ALVOS DA OPERAÇÃO CÂMBIO, DESLIGO A Operação Câmbio, Desligo prendeu 37 pessoas suspeitas de transações financeiras ilegais no país e no exterior. Renan Calheiros negou ter recebido dinheiro. "Eles são prestadores de serviço, especializados em remessa de dinheiro para o exterior".

Cerca de 90 agentes da polícia federal (PF) cumpriram oito mandados de prisão contra supostos membros de "uma enorme estrutura" liderada por Luiz Carlos Da Rocha, conhecido como "Cabeça Branca", preso desde julho do ano passado e considerado um dos maiores traficantes da América do Sul. De acordo com as investigações, o tráfico internacional de drogas rendeu à quadrilha um lucro de 2017, US$ 140 milhões.

A operação desta terça-feira faz parte de uma nova abordagem da PF em relação ao narcotráfico: sufocar o braço econômico das organizações.