Mulher morre após realizar cirurgia plástica em hospital militar em Cuiabá

Mulher morre após realizar cirurgia plástica em hospital militar em Cuiabá

O Hospital Militar de Cuiabá informou que apenas alugou o centro cirúrgico da unidade para que uma equipe médica de fora realizasse os procedimentos cirúrgicos, mas que mesmo assim prestou assistência médica à paciente.

A família registrou uma denúncia na Polícia Civil. A investigação deve ser conduzida pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Daniela teria encontrado o médico e o grupo "Plástica para Todos", responsável por sua cirurgia, no Facebook.

"O médico é de São Paulo, mas atende em vários estados, pelo que pesquisamos", disse.

As cirurgias de lipoescultura e mamoplastia às quais Daniele foi submetida nessa sexta-feira custaram R$ 6 mil. Ela reclamou de dores e formigamentos nas pernas, ficou sonolenta e teve parada cardíaca.

A companheira dela, que a acompanhava no pós-operatório, pediu socorro. O hospital onde foi realizada a cirurgia não possui UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e Daniele teve que ser transferida para outra unidade.

Conforme a amiga, poucas pessoas sabiam da cirurgia.

O inquérito da morte de Daniele Bueno, que morreu no domingo (13) após complicações em uma cirurgia plástica, só deverá ser aberto após o resultado do laudo da Perícia Oficial Técnica (Politec), que vai revelar a causa da morte.

Antes das cirurgias, ela passou por exames, de acordo com ela.

As informações repassadas por familiares dão conta que Daniele era casada e tinha uma filha pequena. "Ela era muito feliz, cheia de vida", afirmou Laíza. Após pedirem socorro, foram realizados diversos procedimentos de emergência por enfermeiros como uso de desfibrilador, bomba manual de oxigênio e adrenalina, e que o médico apareceu após uma hora da ocorrência de urgência.

A família disse à polícia que a paciente foi encaminhada para outra unidade de saúde após pagamento de cheque calção no valor de R$ 17,5 mil.