Finanças negam que pretedem afastar Ministério da Saúde da reforma da pediatria

Finanças negam que pretedem afastar Ministério da Saúde da reforma da pediatria

A reformulação da pediatria do Porto, incluindo a oncologia, é a mais recente polémica no Governo.

Nas últimas semanas, foram então ouvidos os administradores do Centro Hospitalar do Porto e do Centro Hospitalar de São João, os diretores do IPO do Porto e do Centro Materno-Infantil do Norte, em reuniões orientadas por um técnico do Ministério. Apenas o presidente deste último confirmou ao Jornal de Notícias ter sido chamado ao Ministério das Finanças.

Recorde-se que esta sexta-feira o PSD pediu a demissão do ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, defendendo que "o ministro da Saúde já não existe" e que Centeno "tomou de assalto" o Ministério da Saúde.

"É, pois, falsa a manchete da edição de hoje do Jornal de Notícias", refere o comunicado.

Contactado pelo PÚBLICO, o Ministério das Finanças disse "não comentar reuniões de trabalho que eventualmente possa ter ou ter tido com entidades sob sua direcção, tutela, superintendência, sob as quais exerça a função accionista ou que lhe estejam adstritas, nos termos legais".

Ou seja, ambas as tutelas tentaram afastar a possibilidade de qualquer mal estar no que toca ao investimento na pediatria do Porto: " um compromisso político que não é nem do ministro das Saúde nem das Finanças.

Acrescentado: "o que temos é uma exploração mentirosa daquilo que é uma rotina normal de quando estamos perante um grande investimento em Saúde, como é o caso". No entanto, sem qualquer intervenção do Ministério da Saúde. No caso do Hospital de São João, foi também discutida a futura ala pediátrica que aguarda luz verde dos ministérios das Finanças e da Saúde para lançar o concurso internacional para a execução da obra.