Cientistas descobrem possível cura, saiba tudo — Calvície

Cientistas descobrem possível cura, saiba tudo — Calvície

Um estudo realizado na Universidade de Manchester mostrou que uma droga utilizada no tratamento da osteoporose pode ajudar a combater a calvície, condição que atinge mais da metade dos homens de até 50 anos, segundo a Organizaçao Mundial da Saúde (OMS).

Na análise feita pelos profissionais, foi constatado que o medicamento tem efeito nos folículos capilares e estimula o crescimento dos mesmos!

Ainda há poucos medicamentos e terapias no mercado para tratar o problema. Os dois têm efeitos colaterais e não são plenamente eficientes sempre, então, muitas vezes os pacientes optam pela cirurgia de transplante de cabelo para lidar com o problema.

O coordenador do projeto, Dr. Nathan Hawkshaw, disse à rede inglesa BBC que um teste clínico era necessário para saber se o tratamento seria eficaz e seguro em humanos.

Quando os dois agentes citados acima se combinam em algumas partes do corpo, como acontece no couro cabeludo, forma-se a di-hidrotestosterona (ou DHT), que acaba levando ao processo de miniaturização folicular - ou seja, os folículos capilares, a partir dos quais o cabelo cresce, passam a diminuir de tamanho e os fios ficam cada vez mais ralos e finos, chegando até mesmo ao ponto de pararem completamente de nascer em alguns locais.

Primeiro, os pesquisadores recorreram a uma antiga droga imunossupressora, a ciclosporina, usada desde a década de 1980 para impedir a rejeição de órgãos transplantados e reduzir os sintomas de doenças autoimunes.

Os cientistas descobriram, então, que essa droga reduziu a atividade de uma proteína chamada SFRP1, que é uma importante reguladora de crescimento que afeta muitos tecidos, incluindo os folículos pilosos.

Atualmente, apenas duas drogas estão disponíveis para o tratamento da calvície, sendo que ambas possuem fortes efeitos colaterais.

Hawkshaw afirmou que o tratamento pode "fazer a diferença, de verdade, para pessoas que sofrem com a queda de cabelo".

"Para quem sofre desse problema, os tratamentos podem ser muito prejudiciais".