Países europeus anunciam reunião com o Irã sobre acordo nuclear

Países europeus anunciam reunião com o Irã sobre acordo nuclear

Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters.

O comentário de Khamenei, que tem a palavra final em todas as decisões de Estado do Irã, veio depois de vários líderes iranianos elogiaram a capacidade de seu país de resistir a pressões ou interferências externas.

"Se concordássemos com ele na questão da nossa influência na região e sobre os nossos mísseis, o problema dos Estados Unidos com o Irão não estaria resolvido". Mencionou como prova os documentos mostrados há dias pelo primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que disse que Teerã mantém, desde o acordo, um programa nuclear secreto.

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, afirmou que sair do acordo foi um grande erro e que Trump disse pelo menos dez mentiras em seu pronunciamento.

A China pediu nesta quarta a manutenção do acordo e lamentou a decisão dos EUA.

A Rússia integra o grupo dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, juntamente com os Estados Unidos, Reino Unido, França e China, que com a Alemanha assinaram em 2015 com o Irão o acordo sobre o nuclear, apresentado pelos seus defensores como o melhor meio de evitar que Teerão obtivesse a arma nuclear. Já a alta representante da UE para Política Externa, a italiana Federica Mogherini, disse que o bloco está determinado a "preservar" o pacto.

Entre essas medidas, Rohani advertiu que o Irã pode voltar a enriquecer urânio a "nível industrial". Nos últimos três anos, os especialistas da agência confirmaram em oito ocasiões que o Irão continua a cumprir com os termos estabelecidos pelo entendimento multilateral.

Os presidentes da França, Emmanuel Macron, e do Irã, Hassan Rouhani, concordaram em dialogar sobre como continuar a implementar o acordo nuclear iraniano, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixar a iniciativa. "Ele vai tentar aumentar a pressão sobre os países signatários do acordo para que lhe entreguem algo a mais", afirma Janning.

Donald Trump disse que o acordo tinha falhas "desastrosas" que precisam ser corrigidas. Mas as autoridades suíças afirmam que isso não muda a posição do país, que continua respeitando o acordo. Mas esses documentos são do governo anterior ao de Hassan Rouhani, considerado mais reformista e principal articulador do acordo.