"Vamos com Lula até as últimas consequências", diz Gleice Hoffmann

E concluiu, alegando que a prisão de Lula será o maior atentado à democracia no Brasil, conclamou militantes a fazerem campanha contra e afirma que o PT "vai com Lula até as últimas consequências".

E acrescenta: "Agora, a Globo quer que o Supremo Tribunal Federal permita, por omissão, que a prisão de Lula seja executada". A declaração foi interpretada como um convite à manifestações violentas, o que ela tentou minimizar durante o seminário de segurança pública organizado pelo PT e pela pela Fundação Perseu Abramo.

A presidente do Partido dos Trabalhadores explicou em seguida que não está pregando a violência, porém em janeiro durante um discurso, ela disse que para que a prisão de Lula acontecesse seria necessário "matar gente".

Segundo a senadora, é "absurdo" quererem prender Lula. "Antes que me questionem, não estou a falar que vai haver revolução. Mas a militância do nosso partido e os movimentos que sempre lutaram ao nosso lado não vão aceitar isso pacificamente".

Um dos argumentos da senadora é que a condenação do petista está sendo realizada por um tribunal de 2ª instância.

Segundo ela, o que "estão fazendo" com Lula é algo sem nenhum precedente na história do Brasil ferindo frontalmente a constituição brasileira. "Agora, caminha-se para ela ser rasgada outra vez pela inércia do Supremo de não decidir uma coisa que é vital para a sociedade, e não só para Lula", atacou. E trânsito em julgado é quando o último tribunal dá o seu veredicto sobre o processo. O PT não tem qualquer expectativa de reverter ali a sentença que condenou Lula a 12 anos e 1 mês de prisão no caso do triplex do Guarujá (SP).

"Às vezes, ouço dizerem que estamos pressionando o Supremo pelo julgamento".

O que está jogo é mais que o direito que Lula tem - como todo cidadão - de recorrer em liberdade para anular uma sentença injusta.

A estratégia do PT ainda é a de registrar a candidatura de Lula à Presidência da República em 15 de agosto, último dia do prazo fixado pela Lei Eleitoral, mesmo que ele esteja preso.

Decisão desse tipo, que configuraria uma "condenação sem provas, contra uma pessoa inocente", segundo Pimenta, agrava a crise institucional no país e transformaria Lula no primeiro preso político após a redemocratização. "Portanto, cresce muito a minha responsabilidade de interpretar este arco deserdado por uma fatalidade", afirmou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.