Temer: se não houver diálogo sobre aço, Brasil poderá ir à OMC

Temer: se não houver diálogo sobre aço, Brasil poderá ir à OMC

Ao participar da edição latino-americana do Fórum Econômico Mundial em São Paulo, Temer assinalou que vai investir no diálogo, mas confirmou que, se não houver uma solução amigável, vai entrar com outros países prejudicados pela barreira com uma representação contra os Estados Unidos na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Temer também disse que estuda medidas contra a determinação e destacou que vai telefonar para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tratar do assunto e disse que pode recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC).

"A conjugação dos países dará mais força à representação", declarou Temer ao participar da sessão plenária do Fórum.

Na passada quinta-feira, Donald Trump assinou o decreto que passa a impor, no prazo de 15 dias, uma taxa de 25% às importações de aço e de 10% às do alumínio.

Temer disse que está havendo uma coordenação de empresas brasileira exportadoras de aço para os EUA com parceiras norte-americanas para um trabalho junto ao Congresso daquele país sobre essa questão.

"Ao lembrar que o Brasil está se movimento em direção à abertura comercial, com a "condução final" de um acordo do Mercosul com a União Europeia e o Canadá, Temer frisou que seu governo é contra 'todo e qualquer protecionismo".

O presidente aproveitou também para dizer que os valores distribuídos por meio do Bolsa Família deverão ser reajustados em breve.

Como em outros discursos, Temer listou os feitos de seu governo, destacando que assumiu com o país em recessão, mas conseguiu produzir efeitos "extraordinários".

"Sabemos quando e como começa, mas não sabemos quando vai terminar", afirmou aos jornalistas Roberto Azevêdo, após um encontro com o Presidente do Brasil, Michel Temer, salientando que em matéria comercial é depois difícil reverter.