Stephen Hawking foi "um grande comunicador da ciência"

Stephen Hawking foi

O físico britânico Stephen Hawking, que morreu nesta quarta-feira, 14, aos 76 anos, era o cientista mais popular desde Albert Einstein e um gênio que desvendou segredos do universo enquanto lutava contra uma terrível doença.

A causa da morte não foi informada.

Apesar de contrair a esclerose lateral amiotrófica, ou ALS, em 1963 e ter sido diagnosticado para dois anos de vida, Hawking continuou seu trabalho e foi nomeado professor Lucasian em Cambridge em 1979 - a cadeira, uma vez idealizada por Isaac Newton em 1663. Além disso, viu em outra de suas mais fortes convicções, a teoria do espaço-tempo, a esperança de sobrevivência da humanidade. UM TITÃ DA CIÊNCIANascido em 8 de janeiro de 1942, 300 anos depois da morte do pai da ciência moderna, Galileu Galilei, Stephen William Hawking se tornou um dos cientistas mais conhecidos do mundo e entrou para o panteão dos titãs da ciência.

O problema é que a doença costuma ser confundida com outras condições e tem diagnóstico difícil.

Partilhou a data de nascimento com Galileu Galilei, o homem que mostrou ao mundo que a Terra anda em torno do Sol e não que tudo gira em torno do Homem.

"Quando você enfrenta a possibilidade de uma morte precoce, você percebe todas as coisas que você gostaria de fazer e que a vida deve ser vivida na íntegra", disse ele. Disseram-lhe que teria menos de três anos de vida pela frente.

Após conseguir seu doutorado, Hawking se dedicou à pesquisa e ao ensino ensino na faculdade de Gonville e Caius. Autor de 14 livros, entre eles os best-sellers "O universo em uma casca de noz" e "Uma breve história do tempo". Já em 1997, ele ingressou no Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica de Cambridge, onde foi professor de Fisica Gravitacional.

Ao longo de toda uma vida devota ao estudo do mistério em torno dos buracos negros, Hawking sempre demarcou uma meta que dizia ser simples, na procura de "um entendimento completo do Universo, da razão pela qual existe e pela qual existe sequer".

Em 2014 cientista ganhou um filme biográfico, chamado de A Teoria de Tudo (The Theory of Everything, 2014), adaptado de livro homônimo e escrito por Jane Hawking, ex-esposa do cientista. "Meu amor e meus pensamentos estão com a família extraordinária dele", disse o ator, que conquistou o Oscar por viver Hawking no cinema. Uma das mais recentes teorias que formulou prevê que o universo não teve um começo e história únicos, mas uma infinidade de origens e histórias diferentes. Suas contribuições se estenderam para dar corpo às teorias de Big Bang, já que, em última instância, o Big Bang apresentaria uma singularidade assim como o Buraco Negro: Enquanto o B.N. é uma estrela com massa enorme e que não ocupa volume, o B.B. apresenta o próprio tecido do espaço-tempo confinado num tamanho infinitesimal. Seguido por quase 30 mil pessoas no Twitter, estava especialmente presente no Facebook, onde 4,1 milhões de pessoas se inscreveram para receber suas publicações.

Seu pai era biólogo, o que pode ter ajudado a despertar seu interesse por ciência. "A sua coragem e persistência, com a sua inteligência e humor, inspiraram pessoas no mundo inteiro".

"A sua concepção científica do mundo levou-o a fazer questões mais profundas sobre a relação entre a ciência e a religião no seu livro de 2010, que é obviamente uma declaração sobre a forma como as sociedades se desenvolvem". Seu sucesso resultou numa biografia dirigida por Steven Spielberg e, mais recentemente, no filme "A Teoria de Tudo", mais baseado na vida pessoal do físico do que em seu trabalho.

Manuel Heitor lembrou que Stephen Hawking era "conhecido por ser engraçado na forma de dialogar com as pessoas".