Greve dos professores atinge 93% das escolas municipais de SP

Greve dos professores atinge 93% das escolas municipais de SP

O Sindicato dos Profissionais em Educação do Ensino Municipal, decidiu convocar os professores para o ato no dia 19 de feveiro durante assembleia que deu início a greve.

Os professores estão em greve desde o dia 8 de março e a paralisação já atingiu 93% das escolas municipais de São Paulo, segundo um balanço da própria prefeitura divulgado pela Folha de S.Paulo. O texto da reforma, em trâmite na Câmara, prevê a elevação da contribuição previdenciária de 11% para 14%, além da instituição de contribuição suplementar vinculada progressivamente ao salário do servidor. Assim, o desconto poderá chegar a 18,2%, segundo a prefeitura.

Segundo a Prefeitura, esse valor só aumenta - principal argumento para o projeto de reforma da Previdência municipal.

O prefeito João Doria se pronunciou sobre o caso, condenando o episódio. A categoria tenta pressionar os vereadores a rejeitar o projeto de lei 621, que está em discussão na Câmara Municipal e propõe mudanças na Previdência dos funcionários do município.

Havia a expectativa de que o texto já fosse votado na Câmara nesta quarta. O PL ainda precisa passar por mais duas comissões para depois ser encaminhado à plenária e ser votado.

Os dados da secretaria de Educação mostram que a adesão à greve cresceu nesta semana.

Segundo o presidente do Sinpeem (um dos sindicato de professores municipais), o vereador Claudio Fonseca (PPS), a reivindicação é pela retirada do tema da pauta. "A gente sabe da situação do IPREM (Instituto da Previdência Municipal de São Paulo), sabe do rombo da previdência, mas estamos avaliando para tomar a melhor medida para preservar os direitos do funcionários públicos", completou Natalini. "Não há porque aumentar a alíquota, o que precisa é ter racionalidade com os recursos".

A Secretaria de Planejamento diz que, se tudo sair como o esperado, em 20 anos o buraco da Previdência desaparece - o que ajudaria a cidade a ter mais dinheiro para cuidar de outras áreas. "Todas as aulas perdidas serão repostas", diz em nota. No interior da Casa também houve repressão, com ao menos uma manifestante gravemente ferida.

A Comissão de Constituição de Justiça da Câmara analisa o texto na quarta e uma audiência pública está marcada para a quinta-feira (15).

Segundo informações do G1, o protesto fechou o viaduto Jacareí, em frente à Câmara.