Michel Temer discute no Rio de Janeiro questões de segurança no estado

Michel Temer discute no Rio de Janeiro questões de segurança no estado

"Mas a intervenção pode ser aprovada nesta semana", disse o governador, que antes havia afirmado que o PSDB votará favoravelmente à aprovação da intervenção militar na segurança pública do Rio de Janeiro.

Temer destacou a união de esforços e a concordância do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, com a intervenção.

"O crime organizado quase tomou conta do Rio de Janeiro. É uma intervenção federal, na qual o interventor é um general", declarou o ministro, explicando que, quando começaram as discussões, se pensou, inicialmente, em nomear um interventor civil e dois ou três sub-interventores militares nas polícias militar e civil e setor de carceragem.

Segundo ele, essa medida "extrema" está sendo tomada porque as circunstâncias a exigem. "Estamos vendo bairros inteiros sitiados, escolas sob a mira de fuzis", afirmou. "Chega, basta. Não vamos aceitar que matem nosso presente nem que continuem a assassinar nosso futuro", acrescentou. Segundo Temer, a polícia e as forças armadas enfrentarão unidas nas ruas e nas comunidades "aqueles que sequestram do povo as nossas cidades".

No encontro, que ocorre um dia depois que Temer assinou o decreto de intervenção federal no Rio, serão tratadas questões de segurança no estado.

De acordo com entendimentos de especialistas baseados na própria Constituição Federal Brasileira, porém, enquanto a intervenção vigorar não pode haver alteração na Carta Magna, o que impede a aprovação de qualquer Proposta de Emenda Constitucional (PEC) no Congresso.

"Ajustamos ontem (quinta-feira) à noite, com uma participação muito expressiva do presidente Rodrigo Maia [Câmara] e do presidente Eunício Oliveira [Senado], a continuidade da tramitação da reforma da Previdência, que é uma medida extremamente importante para o futuro do País".

Durante toda a entrevista coletiva no Palácio do Planalto, o general pouco falou. Segundo ele, o momento agora é de planejamento: "Vamos fazer um estudo, vamos conversar com todos e a nossa intenção é fortalecer ainda mais o sistema de segurança do Rio de Janeiro para voltar a atuar conforme merece a população carioca", disse ele.

O comandante do Exército, general Villas Bôas, também rejeitou a afirmação que ouviu de que o governo decretou uma intervenção militar no Rio. As ações devem ser dialogadas com o governo do estado.

O decreto é válido até 31 de dezembro, podendo ser revogado no momento em que a Presidência da República julgar que não há mais necessidade.

Brasília - O cronograma de votação do projeto de lei com regras para a privatização da Eletrobras está "tranquilo", em meio a.