Por venezuelanos, Temer decretará emergência em Roraima

Por venezuelanos, Temer decretará emergência em Roraima

O governo brasileiro vai declarar uma emergência em Roraima, Estado que faz fronteira com a Venezuela, a fim de aumentar o financiamento e as tropas militares e ajudar a controlar o influxo de refugiados venezuelanos no país.

Na sexta-feira (16), será publicada uma medida provisória que criará o instrumento legal, permitindo o repasse imediato de recursos federais e a atuação das Forças Armadas na coordenação das ações humanitárias.

A decisão sobre a MP foi tomada após uma reunião entre o presidente Michel Temer e os ministros Jungmann, Sérgio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional) a Presidência, Torquato Jardim (Justiça), Moreira Franco (Secretaria-Geral), Eliseu Padilha (Casa Civil) e o subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Gustavo Rocha.

"Será instituída a emergência social e as Forças Armadas passarão a coordenar toda a ação e o efetivo militar para apoio às questões humanitárias", disse o ministro da Defesa, Raul Jungmann. O governo local disse que as chegadas venezuelanas representam 10% da população da capital da Roraima, Boa Vista, ou cerca de 40 mil pessoas, sobrecarregando os serviços públicos.

Ele pretende criar em março o Ministério da Segurança Pública e aprovar neste ano medidas no Congresso Nacional como o aumento de penas de crimes de alta periculosidade e o monitoramento de conversas de chefes de facção em presídios federais.

Além disso, para atender aos refugiados, será instalado um hospital de campanha, com estrutura para cirurgias e salas de consultas médicas.

Também serão criados mais postos de controle no Interior do Estado, e será ampliado o controle da fronteira na cidade de Pacaraima. Um helicóptero também será utilizado para ajudar nas operações. Para desafogar Roraima, o presidente quer distribui-los em outras unidades federativas.

32 homens e oito veículos da tropa que estavam em Manaus seriam deslocados a Roraima por causa do intenso fluxo de imigrantes cruzando a fronteira do estado, segundo afirmou o ministro da Justiça, Torquato Jardim.

"É uma seleção para saber quem está chegando e que tipo de ajuda cada um precisa". Hoje, a maior parte da energia elétrica usada em Roraima vem da Venezuela. Com a situação de rua, moradores da cidade têm oferecido suas casas para os refugiados.