Por reforma da Previdência, Maia recebe secretários de Fazenda na 5ª

Por reforma da Previdência, Maia recebe secretários de Fazenda na 5ª

Descrente de que o governo reúna os 308 votos necessários para aprovar a reforma da Previdência até o final de fevereiro, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já prepara o discurso em que anunciará o engavetamento da matéria, segundo apurou o Estadão/Broadcast. Sem o placar mínimo de votos para aprovação, a expectativa é de que o início da discussão em plenário, antes previsto para esta segunda, 19, seja mais uma vez adiado.

Depois de se reunir com o presidente Michel Temer ontem, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (PMDB-MS), disse que fevereiro é a "data limite" para votação da reforma da Previdência. O Planalto ainda não tem os 308 votos suficientes para aprovar a reforma.

Segundo nove em cada 10 deles, os eleitores são contra a reforma e não podem ser contrariados.

O próprio relator da reforma, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), viajou ao exterior com a família na semana passada e só retorna domingo, 18, segundo sua assessoria.

Ele lembrou que o texto-base da proposta já está colocado.

O presidente da Câmara defende uma regra de transição para os servidores públicos que ingressaram na carreira até 2003, a fim de que esse grupo possa se aposentar com direito à integralidade (último salário da carreira) e paridade (mesmo reajuste dos ativos) sem obrigatoriedade de atingir idade mínima (de 65 anos para homens e 62 anos, mulheres). Apenas em 2017, o rombo registrou aumento de R$ 41,9 bilhões.

Segundo Maia, os chefes dos Executivos estaduais e municipais precisam da mudança nas regras atuais do sistema previdenciário devido às suas crises fiscais. "É importante que eles agreguem votos e a gente precisa que eles ajudem", declarou o parlamentar que estava na Sapucaí, Rio de Janeiro, conferindo os desfiles de Carnaval.

"As mudanças vão ajudar municípios e Estados que estão quebrados a voltar a investir".