Polícia quer primeiro-ministro de Israel acusado de corrupção

Polícia quer primeiro-ministro de Israel acusado de corrupção

O parecer da polícia agora precisa ser analisado pelo procurador-geral de Israel, Avihai Mendelblit que decide se arquiva ou dá prosseguimento ao caso.

Em um dos processos, Netanyahu é acusado de receber presentes - como charutos caros, dos quais é um grande apreciador - de personalidades endinheiradas, como James Packer, um bilionário australiano, ou Arnon Milchan, produtor de cinema israelense que trabalha em Hollywood.

As autoridades indicam que em causa estão suspeitas de recebimento de subornos de vários empresários e o favorecimento do dono de um jornal israelita face à concorrência, em troca de notícias positivas sobre o Governo por si liderado. Os dois homens, aponta a polícia, são suspeitos de discutirem formas de desacelerar as vendas de um jornal rival, o "Israel Hayom", "através de legislação e outros meios".

Benjamin Netanyahu foi inquirido várias vezes no último ano e a polícia decidiu agora avançar com a recomendação de acusação. "Continuarei a liderar Israel com responsabilidade e fidelidade", disse Netanyahu.

Netanyahu, de 68 anos, já governa Israel por cerca de 12 anos - sendo o primeiro período entre os anos de 1996 e 1999 - ao longo de quatro mandatos, contando com uma coalizão equilibrada para se manter no poder.

O anúncio foi feito após uma investigação de 14 meses.

A polícia só pode fazer a recomendação. "Todas essas tentativas resultaram em nada e desta vez também vão redundar em nada".

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou, esta quarta-feira, que a coligação governamental que lidera "está estável" e descartou eleições antecipadas, embora a oposição esteja a exigir a demissão, na sequência das acusações de corrupção. Ilan Gilon, do partido de esquerda Meretz, exigiu o mesmo, dizendo que as alegações são uma "pesada sombra" sobre o primeiro-ministro.

Se esta formação política, com dez deputados em 120, o abandonar, Netanyahu deixa de ter maioria parlamentar. Em comunicado, uma porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, o maior aliado dos hebraicos, sublinhou que Washington mantém uma relação forte com Netanyahu e insistiu que este é um assunto interno de Israel que deve ser resolvido internamente.