"Não estávamos preparados", diz Pezão sobre crimes no Carnaval do Rio

Depois dos casos de roubos, arrastões e espancamentos durante os quatro dias de Carnaval do Rio de Janeiro, o governador do Estado, Luiz Fernando Pezão (MDB), reconheceu nesta quarta-feira (14) que houve falha no planejamento de segurança do evento.

"Houve uma falha nos dois primeiros dias e depois a gente reforçou aquele policiamento".

O Rio foi palco de diversos casos de violência, como arrastões, saques e assaltos. "Mas eu acho que houve um erro nosso", disse Pezão. "Não dimensionamos isso, mas eu acho que é sempre um aprimoramento, a gente tem sempre que aprimorar", disse ele, conforme reportagem do G1. As informações são do jornal O Globo. A Polícia Rodoviária Federal também, o número de apreensões de armas, de cartuchos que estava vindo para o Rio.

"São 6 milhões e meio de pessoas na rua e com territórios ainda conflagrados". A Polícia Militar tinha uma boa parte do efetivo na Rocinha, onde a gente vem permanentemente atuando, e também na praça seca onde estava tendo uma guerra pelo tráfico ali entre a milícia e o tráfico. O ministro disse, na ocasião, que não era favorável ao apoio das Forças Armadas na segurança durante o evento porque "não há descontrole nem desordem no Estado".

O Rio de Janeiro enfrenta uma séria crise de violência desde os Jogos Olímpicos de 2016, que obrigou o Governo brasileiro a enviar 10 mil militares em meados do ano passado com a expectativa de permanecer na região até o final de 2018.

Jungmann descartou o uso das Forças Armadas depois de o prefeito Marcelo Crivella (PRB) anunciar que pediria o apoio. Por lei, porém, o reforço só poderia ser requisitado por Pezão. "Em nenhum momento passou pela gente pedir Forças Armadas".

Pezão passou o Carnaval na casa de sua propriedade em Piraí, no sul fluminense. Já Crivella foi para a Europa e afirmou que decidiu "tirar uma folguinha". Em vídeo, o prefeito afirmou que o carnaval estaria "sob o controle".