Diretor da PF pode ser alvo de processo após polêmica

Diretor da PF pode ser alvo de processo após polêmica

O prazo para a Polícia Federal (PF) concluir o inquérito sobre o Decretos dos Portos, que tem como alvo, além do presidente da República, Michel Temer, o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures e os empresários Antônio Celso Grecco e Ricardo Mesquita, acaba no próximo dia 20. Na última sexta-feira (9), em uma entrevista à agência de notícias Reuters, Segovia sinalizou que a investigação contra o presidente Michel Temer sobre supostas irregularidades no setor dos portos deve ser arquivada.

A Comissão de Ética Pública da Presidência vai analisar o caso de Segovia na próxima segunda, em uma reunião do colegiado.

Segundo o presidente da comissão, Mauro Menezes, como se trata de uma "alta autoridade" do País, Segovia pode ser alvo de um inquérito para apurar se houve alguma conduta que não condiz com o cargo que ocupa.

"Se houver o ingresso de alguma representação, nós certamente levaremos na reunião na segunda-feira".

De acordo com o texto do ofício, divulgado pela jornalista Andreia Sadi, os investigadores querem acesso ao material para "fins de conhecimento das informações produzidas e eventual compartilhamento, uma vez que tais informações poderão auxiliar na compreensão das relações das pessoas investigadas" também no inquérito atual, sob relatoria do ministro Luís Roberto Barroso, "em especial possíveis atos ilícitos, vínculos com a Companhia Docas do Estado de São Paulo e também com a concessionária de exploração de terminais portuários, em Santos/SP".

Tanto a prorrogação do prazo para a conclusão do inquérito quanto a autorização para a quebra de sigilo aguardam decisão de Barroso. Esperam que o diretor-geral admita que errou e deixe claro que o delegado do caso, Cleyber Lopes, não será perseguido.