Chegada de Rio cria convulsão na bancada parlamentar do PSD

Chegada de Rio cria convulsão na bancada parlamentar do PSD

"Eu não posso ser líder parlamentar quando a estratégia do líder do partido é mudar a direção do grupo parlamentar", referiu Hugo Soares, segundo fontes do partido confirmaram à Renascença.

Perante a vontade demonstrada por Rui Rio, Soares apresentou a sua demissão e convocaou eleições para a direção de bancada. É o terceiro vice-presidente - depois de Sérgio Azevedo e Amadeu Albergaria - a colocar o lugar à disposição.

O líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, que é também presidente da concelhia de Braga, anunciou hoje que irá "devolver a palavra aos deputados para eleger uma nova direção parlamentar", depois de Rui Rio lhe ter manifestado o desejo de trabalhar com outra liderança de bancada.

O PSD tem um novo presidente eleito, Rui Rio, desde as diretas de 13 de janeiro, que será empossado no Congresso que se realiza entre sexta-feira e domingo, em Lisboa.

"Não estou disponível para fazer parte da direção".

No entanto, nas últimas semanas foram-se multiplicando os sinais de que Rui Rio não pretendia a continuidade de Hugo Soares e foram vários os nomes apontados para o cargo de líder da bancada, entre os quais o do vice-presidente do grupo parlamentar Adão Silva ou dos deputados Luís Campos Ferreira ou Fernando Negrão. Carlos Abreu Amorim considera que se trata de um erro "desnecessário" e de uma "perda de tempo", já que, garante, à volta de Hugo Soares existe "um amplo consenso positivo, como nenhum outro deputado terá".

"Não é uma questão de mérito, mas nenhum [dos deputados que estão disponíveis] reúne consensos mínimos ou está em posição de conseguir unir o grupo parlamentar".

Quanto à especulação sobre o novo líder, que será conhecido na próxima semana, o atual presidente do grupo parlamentar não se pronuncia.

Carlos Abreu Amorim foi deputado pela primeira vez em 2011, quando Passos Coelho chegou a primeiro-ministro e desde essa altura que é vice-presidente do grupo parlamentar. Foi apoiante de Pedro Santana Lopes nas eleições para a presidência do partido.