Sul da Europa pede que ônus do fluxo migratório seja compartilhado

Sul da Europa pede que ônus do fluxo migratório seja compartilhado

António Costa falava numa conferência de imprensa conjunta após a sessão de trabalhos da IV Cimeira dos Países do Sul da UE - que junta os chefes de Estado e de Governo de Portugal, Espanha, França, Itália, Grécia, Chipre e Malta -, na qual os sete líderes fizeram declarações sem direito a perguntas dos jornalistas.

Rumo à cimeira europeia de março, em Bruxelas, a declaração final do encontro desta quarta-feira na capital italiana refere que "a gestão dos fluxos migratórios será um desafio fundamental para a UE nos próximos anos".

Os representantes dos sete países disseram estar comprometidos com uma política de migração comum, para evitar fluxos irregulares e massivos, e dispostos a cooperar com os países de origem, principalmente da África.

Participaram da cúpula os primeiros-ministros de Portugal, António Costa; da Itália, Paolo Gentiloni; de Malta, Joseph Muscat; da Grécia, Alexis Tsipras; da Espanha, Mariano Rajoy; e os presidentes da França, Emmanuel Macron; e de Chipre, Nicos Anastasiades.

"Só aproximando as nossas economias e os nossos níveis de desenvolvimento consolidaremos e daremos estabilidade duradoura à zona euro, e para que isso aconteça é fundamental que a zona euro tenha a capacidade orçamental adequada que nos permita a todos fazer os investimentos necessários, eliminar os bloqueios estruturais à nossa competitividade e reforçar o nosso potencial de crescimento", disse. "Precisamos de uma União Europeia mais coesa, na qual as diferenças entre o Norte, Sul, Oriente e Ocidente sejam reduzidas".

Por seu turno, na sua intervenção, o primeiro-ministro António Costa comentou que este grupo de sete países do sul constituem um "conjunto de países que se reúnem pelas suas afinidades, não para dividir a UE, mas para ajudar a fortalecer a UE".

O presidente da França, Emmanuel Macron, falou sobre a importância da convergência entre os líderes, no sentido de avançar em direção a uma verdadeira união financeira, que permitiria maior crescimento da Europa, mais solidariedade e melhor coordenação das políticas econômicas dos Estados-Membros.