Tatuagens levam polícia a deter membro de gang procurado há 14 anos

Tatuagens levam polícia a deter membro de gang procurado há 14 anos

Um yakuza japonês que fugiu para a Tailândia há 13 anos foi preso graças às fotos de suas tatuagens, que viralizaram na internet. A fotografia tornar-se-ia rapidamente viral, sobretudo devido as muitas tatuagens que preenchiam o tronco e braços do homem de 72 anos, magro, tez morena, cabelo grisalho e curto, bem como à ausência do mindinho esquerdo, decepado - como decepados o são (após a assunção de culpa) na cultura da máfia japonesa.

Pouco depois do assassinato, Shigeharu Shirai desapareceu e refugiou-se na Tailândia, onde se casou. Por vezes, os membros da Yakuza (um grupo de crime organizado japonês) cortam a ponta de um dedo devido a uma ofensa.

"O suspeito admitiu ser o chefe da Yakuza Kodokai", disse nesta quinta-feira Wirachai Songmetta, porta-voz da polícia tailandesa. "Não confessou o homicídio mas admitiu que a vítima o costumava ameaçar".

Como os mafiosos italianos ou a tríade chinesa, os yakuzas japoneses vivem principalmente de jogos de azar, drogas e prostituição, mas também participam de operações imobiliárias ou de extorsão de empresas.

Shirai é acusado de matar o chefe de uma facção rival, pelo qual sete membros de sua gangue foram presos com penas entre doze e dezessete anos de cárcere privado.

Shigeharu era visitado duas a três vezes por ano por criminosos japoneses que lhe levavam prendas em dinheiro.