Rebaixamento pode ajudar aprovação da reforma da Previdência — Maia

Rebaixamento pode ajudar aprovação da reforma da Previdência — Maia

Na noite passada, a agência de classificação de risco rebaixou o rating brasileiro em função da demora na aprovação de medidas para reequilibrar as contas públicas, num claro sinal para a reforma da Previdência, e de incertezas devido às eleições deste ano. "Todos têm responsabilidade. A liderança do governo é decisiva para aprovar a reforma", acrescentou.

Em comunicado, a S&P informou que o Brasil está demorando para implementar as reformas que reduzam os riscos fiscais do país, principalmente a da Previdência.

Quer investir melhor seu dinheiro? Conforme noticiou o jornal O Estado de S. Paulo, o articulador político do governo, ministro Carlos Marun (Secretaria de Governo) mandou recado aos deputados que ainda resistem em votar a PEC, sobretudo por conta da proximidade do calendário eleitoral: "Continuem fingindo que a Previdência não é necessária para vermos onde vamos parar". "Vamos tentar construir a participação dos governadores neste debate", escreveu.

O Palácio do Planalto teme que a disputa entre os pré-candidatos à Presidência Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Henrique Meirelles (PSD) e a crescente tensão eleitoral possam atrapalhar a aprovação da reforma da Previdência, marcada para o dia 19 de fevereiro. "Foi achar que poderia tirar direito adquirido de trabalhadores rurais, e a discussão ficou em torno disso", disse o senador ao Estadão/Broadcast atribuindo parte da responsabilidade do fracasso ao próprio governo. Muitas vezes, ultrapassamos nossos limites para entregar o que a equipe econômica pedia.

Após a Câmara negar o prosseguimento das duas denúncias oferecidas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o peemedebista, o Planalto voltou à carga para tentar a aprovação do texto, mas esbarrou na falta de apoio de sua base desgastada justamente por conta dessas votações contra as investigações pedidas por Rodrigo Janot. "De fato, o governo ficou fraco após as denúncias", afirmou ao Broadcast antes de ressaltar o papel da Câmara dos Deputados, presidida por ele.

"Nosso desafio não é encontrar culpados".