IBGE: Setor de serviços sobe 1% em novembro

IBGE: Setor de serviços sobe 1% em novembro

Na comparação com novembro de 2016, o volume de serviços recuou 0,7%, sob influência de transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (6,5%) e serviços prestados às famílias (1,4%).

O volume de serviços prestados no País teve um avanço de 1,0% em novembro ante outubro, na série com ajuste sazonal, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Serviços, informou nesta sexta-feira (12), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano, retração acumulada é de 3,2%.

As atividades que tiveram redução no volume de serviços, em ordem de contribuição para a formação da taxa global, foram as seguintes: Serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,6 p.p), Outros serviços (-0,7 p.p.) e Serviços de informação e comunicação (-0,3 p.p.).

São levantados pelo IBGE serviços como transportes; auxiliares dos transportes e correio; prestados às famílias; de informação e comunicação; profissionais, administrativos e complementares.

A inflação e os juros baixos vêm ajudando a economia brasileira a se recuperar de forma gradual após dois anos de recessão ao estimular o consumo, embora o mercado de trabalho esteja com recuperação lenta. Para serviços andarem de forma mais rápida, é preciso nível de investimento maior, que estimula a contratação de serviços, e recuperação mais robusta do mercado de trabalho, que reage agora com a contratação de informais - disse o coordenador da pesquisa, Roberto Saldanha. "Já o transporte terrestre, que cresceu 1,8%, foi puxado pelo transporte de carga, acompanhando o maior movimento da indústria".

No ano de 2017, o setor de serviços acumulou, de janeiro a novembro, queda de -3,2% e, nos 12 meses encerrados em novembro, a queda registrada de -3,4%.

Nacional – No Brasil, o setor cresceu 1,0% em relação a outubro na série com ajuste sazonal após recuos de 0,8% em outubro e de 0,1% em setembro.

Segundo Saldanha, como os governos federal, estaduais e municipais enfrentam uma crise fiscal, houve corte de gastos e menos contratações de serviços.

Cinco dos seis segmentos de serviços pesquisados pelo IBGE tiveram aumento de outubro para novembro. O agregado especial das Atividades turísticas teve alta de 0,9% em relação a outubro.