Maia marca votação da reforma da Previdência para 19 de fevereiro

Maia marca votação da reforma da Previdência para 19 de fevereiro

A informação foi divulgada em nota da assessoria de imprensa do senador e confirmada pessoalmente pelo senador em seguida, durante entrevista coletiva.

Uma liderança que tem acompanhado de perto as negociações sobre a reforma da Previdência acredita que o líder do governo no Senado tenha se precipitado e avalia que tanto o anúncio do adiamento quanto a postergação em si da votação devem atrapalhar a já difícil articulação para obter os votos necessários. "Somente depois disso", afirmou o Planalto, ele discutirá a data de votação da PEC com os presidentes do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

A "compra" de votos de deputados obrigou Temer a cedências que praticamente desvirtuaram o projeto inicial da reforma. A combinação era cobrada por deputados, que temem se desgastarem votando uma matéria impopular, sem que os senadores dessem prosseguimento a ela.

"De forma nenhuma houve derrota do governo". "Isso não é derrota para o governo, pelo contrário". "O governo teve uma vitória, que foi o fechamento de questão do PSDB", complementou. "Mesmo que haja convocação extraordinária será em janeiro. Se hoje vota o Orçamento, na próxima terça-feira (19) não teria quórum", falou. "Como o presidente viajou, estou esperando ele voltar para que eu possa entender se o governo tem o número de votos necessários para votar a Previdência já na próxima semana". Se há um acordo, esse acordo não me foi comunicado - ressaltou Aguinaldo.

Segundo essa fonte, depois da fala de Jucá, dificilmente, o governo conseguirá reverter o cenário, ainda mais se o Congresso aprovar o orçamento de 2018. "De forma nenhuma", disse.

Depois da reunião de hoje de manhã, o relator disse que ficou acertado que o presidente Rodrigo Maia ainda definirá em novos encontros com representantes da categoria uma regra de transição específica para os servidores. "O texto vai ficar em aberto até a votação do último destaque (sugestões de mudança)", disse Oliveira Maia.

Se essa matéria for votada, os parlamentares podem entrar oficialmente em recesso, o que pode esvaziar a votação da Previdência, caso ela venha além disso ser pautada para a semana que vem.

Surpreendidos com a declaração, lideranças governistas e da equipe econômica se apressaram para desmentir acordo. "Não é certa a aprovação da reforma da Previdência, mas estamos trabalhando para isso", justificou. O Palácio do Planalto vem, contudo, enfrentando dificuldades para que a medida avance no Congresso. O texto será flexibilizado para ampliar o apoio a proposta.