Julgamento de Lula em segunda instância é marcado TRF4

Julgamento de Lula em segunda instância é marcado TRF4

Julgamento de recurso no caso do triplex ocorrerá em 24 de janeiro.

SÃO PAULO - (Atualizada às 19h51) O desembargador Leandro Paulsen marcou para o dia 24 de janeiro o julgamento da apelação criminal do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). O relator da apelação é o desembargador João Pedro Gebran Neto. O ex-presidente é alvo de outros dois processos criminais na Lava Jato no Paraná, sob condução do juiz Moro.

Por meio de uma nota, o advogado Cristiano Zanin Martins, que representa o político, informou que não há provas contra ele e que espera o resultado de um pedido de informações encaminhado à presidência do TRF4 sobre a celeridade do processo. "Agora temos que debater o caso também sob a perspectiva de uma violação da isonomia", declarou Zanin. A defesa de Lula questionou o TRF4 sobre a velocidade da tramitação do processo.

Em julho, Lula foi condenado a nove anos e seis meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, envolvendo o caso do tríplex no Guarujá, no litoral paulista. Só quem tem medo da sabedoria popular pode querer tirar do povo o direito de decidir o que é melhor para o Brasil, o direito de votar e eleger o presidente que eles sabem que vai resolver a crise econômica e institucional que tomou conta do país depois do golpe. A acusação sustenta que Lula deve responder separadamente a cada acusação de corrupção que consta na sentença de Moro. Esses valores, que somam mais de 3,7 milhões de reais, não foram pagos em espécie, mas por meio da compra e reforma de um apartamento no Guarujá.

O ex-presidente sempre negou a prática de ilegalidades e alega não ser dono da propriedade investigada. Segundo a denúncia, a unidade reservada a Lula, porém, foi uma das coberturas, que foi reformada e mobiliada pela OAS para o ex-presidente e sua família.

Se for confirmada, a sentença pode levar o ex-líder sindical à prisão e bloquear sua candidatura às eleições de outubro de 2018, para a qual as pesquisas de opinião o apontam como favorito, com um terço das intenções de voto. No entanto, se o colegiado decidir pela sentença favorável à condenação em primeira instância, um leque de alternativas pode ser utilizado pelo PT a fim de garantir a presença do ex-presidente no páreo.

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