Falso empresário lavava dinheiro com pub, pizzaria e academia, diz PF

Falso empresário lavava dinheiro com pub, pizzaria e academia, diz PF

Morreu hoje durante uma operação da PF, com o apoio de policias militares, o foragido Erik da Silva Ferraz, apontado como um dos líderes do PCC na região de São José dos Campos, em São Paulo.

Erik Ferraz é considerado foragido da Justiça de São Paulo e, de acordo com a polícia, comandava um esquema criminoso com ramificação em Maceió e na Barra de São Miguel. Os mandados foram expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital.

Segundo a PF, na casa de um dos laranjas, foi apreendida a quantia de US$ 500.000,00.

O suspeito teria resistido à prisão durante a abordagem da polícia e acabou sendo baleado. A PF também apreendeu dinheiro em moeda nacional e estrangeira, além de fotos que comprovam a vida luxuosa dos investigados. Foram presos Domingos Terêncio Correia Neto, Diogo Terêncio de Souza Araújo, Gabriela Terêncio de Souza Araújo e Silvia Rejane de Souza Araújo, que são cunhados, esposa e sogra de Ferraz, respectivamente. A última notícia é de que ele tenha sido sequestrado. Ele assumiu a identidade falsa em Alagoas em nome de Bruno Augusto Ferreira Junior e atuava como empresário na capital, onde ostentava um padrão de vida elevado.

A polícia chegou às duas identidades por meio de exame prosopográfico, que descreve as feições humanas. Durante uma coletiva realizada na manhã desta quinta-feira (07), na sede da PF, no bairro de Jaraguá, a PF informou que o traficante mantinha um patrimônio de R$ 8 milhões.

As buscas em Maceió foram feitas na casa de Ferraz, no Condomínio Aldebaran, nos estabelecimentos da família, como o restaurante Moriah, Santa Fé Spettus Bar e Academia Premier Combat-Fit, no bairro do Antares, e no Black Out Pub, na Jatiúca, e na casa de praia na Barra de São Miguel.

A ação da polícia tem como objetivo reprimir a atuação de organização criminosa constituída para promover ocultação de recursos provenientes de crimes como homicídio, assalto e tráfico de drogas. "O tráfico é o crime antecedente. O objeto da investigação é a lavagem de dinheiro", disse o delegado da PF Gustavo Viana.

Os presos e o material arrecadado serão encaminhados à Superintendência da PF em Alagoas.