Sem estabelecer punição, PMDB decide obrigar voto pela Previdência

Sem estabelecer punição, PMDB decide obrigar voto pela Previdência

Presidente nacional do PMDB, o senador Romero Jucá (RR) disse nesta quarta-feira que já há maioria entre os deputados do partido e na Executiva Nacional da legenda para fechar questão favoravelmente à reforma da Previdência na Câmara dos Deputados. O encontro da direção do partido pode acontecer já na quarta ou na quinta-feira.

Kassab afirmou ainda que PSD está discutindo a possibilidade de fechar questão, obrigando sua bancada na Câmara a votar a favor da PEC. "[O fechamento de questão] tem o apoio da maioria da bancada e da maioria da executiva". Ele disse aos jornalistas, depois do café da manhã, que o balanço dos votos favoráveis à proposta do governo é "bastante favorável".

Jucá afirmou, no entanto, que a tramitação do projeto no Congresso Nacional só seja concluída em 2018, uma vez que não haveria tempo suficiente para a votação no Senado.

Jucá não foi claro a respeito de que tipo de punição estarão sujeitos os parlamentares que desobedecerem a orientação do partido.

A proposta de emenda constitucional que trata da reforma da Previdência aguarda análise do plenário da Câmara desde maio e ainda não foi votada devido à dificuldade da base governista em reunir o número mínimo de votos necessários para aprovação.

O partido já adotou essa estratégia de exigir determinada posição de seus integrantes em outras votações de interesse de Temer, como naquelas que acabaram por rejeitar as denúncias oferecidas contra o presidente.

Em nota, o parlamentar piauiense disse que irá defender o fechamento de questão, pois a aprovação da reforma é "imprescindível" para o Brasil. Além dos peemedebistas, o PTB igualmente decidiu pelo fechamento de questão - medida extrema em que partidos podem punir parlamentares que não votarem segundo as orientações partidárias. Por isso, o fechamento de questão não é bem recebido por figuras importantes do partido na Câmara, como o vice-presidente da Casa, Fábio Ramalho (MG), e o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Rodrigo Pacheco (MG).