Reitor e Vice-Reitor da UFMG são conduzidos coercitivamente pela Polícia Federal

Reitor e Vice-Reitor da UFMG são conduzidos coercitivamente pela Polícia Federal

A Polícia Federal cumpriu nesta quarta-feira (6) 11 mandados de busca e apreensão e 9 mandados de condução coercitiva em uma ação que apura desvios de recursos públicos na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), para implantação do Memorial da Anistia Política do Brasil.

Segundo o delegado, os R$ 4 milhões foram desviados para outras contas da Fundep, mas que as investigações vão apontar para quais projetos.

Reitor e vice da instituição foram levados para prestar depoimento.

Durante o dia, entidades representativas de estudantes, docentes e servidores técnicos-administrativos da UFMG se mobilizaram contra a operação. Os participantes classificaram a operação como "ataque à democracia" e "criminalização da educação". Ele se matou ao se atirar do quarto piso do Beiramar Shopping, em Florianópolis. Cancellier era suspeito de obstruir uma investigação sobre desvio de recursos na UFSC. Também assinam o documento os ex-vice-reitores Evando Mirra de Paula e Silva (1990-1994), Jacyntho José Lins Brandão (1994-1998) e Marcos Borato Viana (2002-2006).

"A UFMG e seus dirigentes sempre se pautaram pelo respeito à lei e pelo cumprimento de decisões judiciais". "A UFMG sempre se mostrou contra a privatização das universidades federais". Todo o projeto inclui uma exposição de longa duração, dois prédios anexos e uma praça de convivência. O projeto é financiado pelo Ministério da Justiça e está sendo executado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Idealizada em 2008, a fim de preservar e difundir a memória política dos períodos de repressão, a obra seria feita a partir da reforma do Coleginho, localizado no bairro de Santo Antônio, em Belo Horizonte. A UFMG detém um vasto acervo científico e acadêmico sobre o tema da anistia, sobretudo por meio do Projeto República, grupo de pesquisa conduzido pela professora de história Heloisa Starling, que foi vice-reitora entre 2006 e 2010 e também foi alvo de condução coercitiva.

O reitor e seu advogado não quiseram falar com a imprensa na saída da Polícia Federal.

Participaram da ação 84 policiais federais, 15 auditores da CGU e dois do TCU.

A operação, desencadeada com apoio da CGU (Controladoria-Geral da União) e do TCU (Tribunal de Contas da União), recebeu o nome de Esperança Equilibrista em alusão à música "O Bêbado e a Equilibrista", de João Bosco e Aldir Blanc.

A UFMG e a Fundep disseram que vão se manifestar em momento oportuno. O presidente da Fundep também disse que não vai se pronunciar.