Luiz Fux é eleito sucessor de Gilmar Mendes na presidência do TSE

Luiz Fux é eleito sucessor de Gilmar Mendes na presidência do TSE

A corte sempre é presidida por um ministro do STF, geralmente aquele que está há mais tempo no tribunal eleitoral.

A posse de Fux deve ocorrer no dia 6 de fevereiro.

Recém-eleito novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Luiz Fux evitou se pronunciar sobre um possível imbróglio que dominará a cena eleitoral no ano que vem: como ficará a situação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato à Presidência em 2018, caso seja condenado em segunda instância.

"Eu tenho a espinhosa missão de substituir duas excepcionais gestões, a do ministro Dias Toffoli e a de vossa excelência (ministro Gilmar Mendes), e, creio em Deus, estarei à altura do exercício dessa missão", ressaltou o ministro, eleito após votação simbólica em urna eletrônica.

Tradicionalmente nas eleições de presidente do TSE o placar é de 6 a 1. O tribunal terá três presidentes. É tradição eleger para a presidência o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) que está há mais tempo na Corte eleitoral.

"Para mim é um momento de muita emoção, porque eu sou juiz de carreira e Deus me permitiu cumprir todas as etapas da minha carreira, inclusive essa no Tribunal Superior Eleitoral". Na mesma sessão, Rosa Weber foi eleita vice-presidente do TSE.

Gilmar Mendes destacou que a transição será "muito tranquila" e que manterá parceria com Fux e Rosa Weber em 2018.

Antes dele, Gilmar disse que estavam todos "honrados" e que a transição seria "tranquila".

O TSE é composto de sete ministros: três do Supremo, dois do Superior Tribunal de Justiça e dois representantes da classe dos juristas - advogados com notável saber jurídico e idoneidade.

Fux integra a Corte desde de agosto de 2014 e foi reconduzido ao cargo em 2016. "O tribunal deve assistir ao espetáculo eleitoral e intervir só em casos de infrações graves e quando se verificar manobras que desiguales as candidaturas", disse Fux.