Juiz pede prisão de Cristina Kirchner, ainda protegida por imunidade parlamentar

Juiz pede prisão de Cristina Kirchner, ainda protegida por imunidade parlamentar

A Justiça da Argentina ordenou a prisão da ex-presidente Cristina Kirchner por supostamente encobrir iranianos acusados pelo atentado da Associação Mutual Israelita Argentina (Amia) que causou a morte de 85 pessoas em 1994, informou nesta quinta-feira a agência de notícias estatal Télam com base em fontes judiciais.

Como senadora, no entanto, Kirchner só pode ser presa se o Congresso aprovar a remoção de sua imunidade parlamentar. Bonadio também indiciou e pediu que o ex-ministro de Relações Exteriores de Cristina, Hector Timerman, cumpra prisão domiciliar, segundo a imprensa argentina.

As chances de algo semelhante acontecer com Cristina, caso o pedido seja analisado em sessão plenária, são baixas já que são necessários os votos de 48 dos 72 senadores (dois terços da Casa) e os legisladores não peronistas somam apenas 39 cadeiras.

A ex-presidente, envolvida em vários processos judiciais, obteve uma cadeira no Senado nas eleições legislativas de 22 de outubro e assumiu o cargo no último dia 29 de novembro, o que lhe dá privilégios parlamentares e a impossibilita de ser detida. Nesta manhã, a polícia prendeu o ex-secretário de Cristina durante a Presidência, Carlos Zanini, e o ex-líder peronista, Luis D'Elia. Em 2013, o governo de Cristina Kirchner fimou um acordo com o governo iraniano para constituir uma "Comissão da Verdade" para investigar o caso. O que, na prática, ditou o fim da investigação em curso, liderada pelo procurador Alberto Nisman.

"É um grande absurdo jurídico".