Copom inicia reunião que pode levar juro para mínima histórica de 7%

Copom inicia reunião que pode levar juro para mínima histórica de 7%

"Acompanhando a decisão do Copom, o Banco do Brasil e demais grandes bancos já anunciaram corte de taxas", disse. Meirelles também citou a manifestação da Confederação Nacional da Indústria (CNI) de que a trajetória de queda de juros é insustentável se o Congresso não aprovar as reformas estruturais de que a economia brasileira precisa, como a da Previdência. A indicação veio no comunicado distribuído logo após a redução da taxa Selic para o piso histórico de 7% ao ano. "Para frente, o Comitê entende que o atual estágio do ciclo recomenda cautela na condução da política monetária". O ritmo de corte caiu para 0,75 ponto em outubro e para 0,5 ponto na reunião de ontem.

O mercado espera agora nova redução de 0,25 ponto em fevereiro. Nas 40 economias pesquisadas, a taxa média está negativa em 0,1% ao ano. Este patamar de 7,00% ao ano é o menor desde que a Selic foi criada, em 1996.

Independentemente do movimento nas próximas reuniões, o BC repetiu a explicação de que o processo de flexibilização monetária "continuará dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos, de possíveis reavaliações da estimativa da extensão do ciclo e das projeções e expectativas de inflação".

Essa decisão tomada nesta quarta-feira era esperada pelo mercado financeiro. A partir daí, o BC deixa em aberto o que pode fazer, acrescentou. O cenário de mercado supõe Selic de 7 por cento ao fim deste ano e do próximo e de 8 por cento ao fim de 2019. Nos últimos 12 meses, o IPCA _ índice usado no sistema de metas do governo _ está em 2,7%.

Na pesquisa Focus mais recente, feita pelo BC junto a uma centena de economistas, a expectativa é de uma inflação de 3,03 por cento em 2017, 4,02 por cento para o ano que vem e de 4,25 por cento em 2019.