"Todos ou quase todos vão jogar" — Fernando Santos

Portugal empatou esta terça-feira diante dos Estados Unidos (1-1) e Fernando Santos salientou ter tirado ilações tanto positivas como negativas do jogo. No Estádio Municipal de Leiria, a selecção realiza mais uma etapa de preparação para o Mundial'2018, que serve, em simultâneo, para ajudar vítimas dos incêndios deste verão, à semelhança do que sucedeu com a Arábia Saudita (vitória por 3-0), na sexta-feira, em Viseu. Vai ser muito difícil escolher. Valeu a pena esperar mais de quatro anos pela estreia: o futebolista do RB Leipzig entrou aos 75' para o lugar de Gonçalo Guedes e fica associado à efeméride da equipa nacional, que a 18 de Dezembro celebrará os 96 anos do primeiro jogo - disputado em Madrid, contra a Espanha. É bom ter estas dores de cabeça. Sobre o adversário, e comparando com a Arábia Saudita, Fernando Santos acredita que os norte-americanos são uma equipa mais objectiva e rápida, formada por jogadores "de boa qualidade técnica, que colocam a bola no chão". Todos ou muito perto de todos irão jogar, se o jogo o permitir", afiançou o selecionador, lembrando também o cariz solidário da partida - "a equipa vai corresponder aos nossos anseios.

A segunda parte trouxe grandes melhorias, com a selecção a conseguir "ter mais bola", no entanto, Fernando Santos não escondeu um facto muito claro: "Nunca foi um jogo totalmente dominado por nós".

O seleccionador limitou os candidatos a "40 jogadores", dos quais "17 vão ter de ficar de fora". Quanto às ambições, Fernando Santos promete que "Portugal vai estar na Rússia com os mesmos objectivos de sempre: é candidato a atingir o máximo objectivo". "Depois sofremos o golo e acabámos por ter felicidade no golo que fizemos", referiu Fernando Santos à comunicação social, após o jogo.