Wikileaks e filho de Donald Trump trocaram mensagens com pedidos de favores

Wikileaks e filho de Donald Trump trocaram mensagens com pedidos de favores

A Wikileaks e o filho de Donald Trump trocaram mensagens privadas através do Twitter durante a campanha presidencial de 2016.

De acordo com a revista, nas mensagens é oferecido a Donald Trump Jr. a password de acesso a um site de um movimento anti-Trump que estaria prestes a ser lançado. Segundo a revista, a conversa foi em grande parte unilateral, com o WikiLeaks a fazer propostas e Trump Jr. a manter-se em silêncio.

A troca de mensagens revela que WikiLeaks buscaram informação um do outro e inclui uma série de sugestões, por parte da organização, de que Trump Jr. usasse sua influência junto do pai para garantir a indicação de Assange como embaixador em Washington. Em relação ao Sr. Obama/Clinton colocaram pressão sobre a Suécia, o Reino Unido e a Austrália (o seu país natal) para perseguir ilegalmente o sr. "Assange. Seria muito fácil e útil se eu pai sugerisse que a Austrália indicasse Assange como embaixador em DC", disse mensagem em 16 de dezembro.

Até Julho deste ano, foram enviadas diversas mensagens.

O site de denúncias é acusado pelos serviços de inteligência e segurança dos EUA de ser uma das peças centrais da campanha russa de interferência nas presidenciais de 2016.

Em abril, WikiLeaks sugeriu a Trump Jr. que entregasse os e-mails sobre a reunião que manteve com um advogado russo, que está no centro de uma investigação federal sobre possível colusão entre a campanha de Trump e a Rússia. A troca de mensagens com o Wikileaks foi entretanto divulgada pelo filho do presidente norte-americano na sua conta de Twitter.

Democratas reagiram à reportagem dizendo que Trump Jr. devia fornecer mais informações sobre as acusações da publicação.

Julian Assange, recorde-se, é procurado na Suécia por suspeita de crimes de violação e nos Estados Unidos pela divulgação ilícita de documentos da diplomacia e das Forças Armadas, motivos que o levaram a exilar-se há cinco anos na embaixada do Equador em Londres, para evitar a extradição para a Suécia e EUA.

"O WikiLeaks não mantém esses registos e a apresentação da The Atlantic é editada e claramente não tem o contexto completo", comentou Assange.