Reforma da Previdência foi 'mal vendida', diz Eunício

Reforma da Previdência foi 'mal vendida', diz Eunício

Apresentada ano passado pelo Governo do Brasil, a proposta de reforma da Previdência atualmente aguarda votação no plenário da Câmara dos Deputados. O deputado reafirmou que uma das dificuldades do governo para aprovar a reforma foi uma "falha de comunicação" que precisa ser corrigida perante a sociedade.

O governo do presidente Michel Temer estuda mudanças para restrição ao abono salarial como forma de compensar eventual perda fiscal com frustração na reforma da Previdência, afirmaram duas fontes da equipe econômica à Reuters.

"Nós vamos completar esta fórmula reformista que nós adotamos no País durante este governo", afirmou Temer, em evento no Palácio do Planalto para entrega do Cartão Reforma a beneficiários do programa em Caruaru (PE). Eunício disse que Temer não especificou uma data, mas a intenção é fazer as mudanças administrativas ainda neste ano.

O presidente voltou a defender que a reforma da Previdência acabará com privilégios na hora de aposentar. "Não faz sentido os trabalhadores da iniciativa privada levarem um tempo mais longo para se aposentar e se aposentem com valor pequeno, enquanto servidores públicos se aposentam mais cedo e com valores estratosféricos".

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), afirmou que conversou neste domingo, dia 12, com o presidente Michel Temer sobre a reforma da Previdência e o alertou que apenas uma reforma enxuta e urbana tem chances de seguir adiante. Temer concordou com o pleito, disse o presidente do Senado.

"Eu disse a ele [Temer] que, no meu entendimento, a reforma foi mal vendida para a população brasileira". A aprovação do texto é uma reivindicação dos governadores para reforçar o caixa dos estados. É o mesmo que usar medida provisória para privatizar a Eletrobras. Já o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, diverge de Eunício e pede que seja enviado um projeto de lei. Ele poderá sacá-lo, se os juízes trabalhistas confirmarem resistência para cumprir a nova legislação.

O governo tem dois documentos prontos: projeto de lei ou medida provisória. "São mais quatro meses", previu o presidente da Câmara.