PF cumpre mandados ligados à operação Lava Jato no Rio

PF cumpre mandados ligados à operação Lava Jato no Rio

Em mais um desdobramento da Operação Lava Jato, a Polícia Federal cumpre nesta terça-feira (14/11) mandados de prisão, busca, apreensão e condução coercitiva no Rio de Janeiro.

Em comunicado, o Ministério Público informa ter pedido prisão preventiva dos deputados, mas a Justiça acatou apenas condução coercitiva dos políticos, na operação de hoje.

Segundo o MPF, Na Operação Cadeia Velha, é apurado o uso da presidência e outros postos da Alerj para a prática de corrupção, associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O filho do deputado, Felipe Picciani, é alvo de um mandado de prisão.

O MPF sustentou ao TRF2 que são inafiançáveis os crimes dos deputados, que seguem em flagrante delito, sobretudo de associação criminosa e lavagem de ativos, e que não é preciso a Alerj avaliar suas prisões.

Em julho, Jacob Barata, Lélis Teixeira e mais de 11 pessoas envolvidas no esquema de corrupção, foram presas pela PF. Logo depois, foram soltos por determinação judicial.

Outros mandados de prisão, segundo o jornal, são cumpridos contra o ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passegiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), Lélis Teixeira; José Carlos Lavouras, também ligado à Fetranspor; Jorge Luiz Ribeiro, auxiliar de Jorge Picciani; Andréia Cardoso do Nascimento, chefe de gabinete do deputado estadual Paulo Melo; do irmão de Andréia, Fábio, que também é assessor de Melo. Por ordem do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em agosto, os dois foram colocados em liberdade.

Segundo o MPF, As investigações apontaram que o presidente da Alerj, Jorge Picciani, seu antecessor, Paulo Melo, e o segundo vice-presidente, Edson Albertassi, formam uma organização integrada ainda pelo ex-governador Sérgio Cabral e que vem se estruturando de forma ininterrupta desde a década de 1990.

Segundo a PF, a operação de hoje é um desdobramento da Ponto Final, que mira fraudes no setor de transporte do estado do Rio de Janeiro. A indicação não foi vista com bons olhos pelos investigadores da Lava Jato. Se o pedido for acolhido pela Justiça, o presidente da Alerj poderá ser preso.