Há tantos milionários em Portugal como na Arábia Saudita

Há tantos milionários em Portugal como na Arábia Saudita

- A riqueza em mãos privadas na América Latina aumentou 3,9% até chegar a US$ 8,1 trilhões entre meados de 2016 e de 2017, segundo um estudo da entidade financeira Credit Suisse divulgado nesta terça-feira. As tabelas que serviram de base para o relatório mostram que Portugal tem quase tantos milionários quanto a Arábia Saudita (68 mil contra 69 mil na Arábia Saudita, país que tem o triplo da população portuguesa). O país tem 43% dos milionários do planeta.

A Suíça continua liderando a lista global do Credit Suisse da riqueza por adulto, seguida pela Austrália (US$ 402.600), Estados Unidos (US$ 388.600) e pela Nova Zelândia (US$ 337.400).

De acordo com o trabalho do banco suíço, a riqueza por adulto na América Latina se situa atualmente em US$ 19,04 mil, o que representa um aumento de 2,1%. Em Espanha há 428 mil milionários, um número que também cresceu de forma brusca, já que no ano passado havia 370 mil milionários, definidos como pessoas com património equivalente a um milhão de dólares ou mais.

As comparações com os baby boomers (membros da geração nascida após a Segunda Guerra Mundial) podem não ser muito justas, mas o relatório observa que a geração Y não está se saindo tão bem quanto seus pais quando tinham a mesma idade, especialmente em relação à renda e à propriedade de moradia.

Os dados constam da oitava edição do "Global Wealth Report 2017", que atualiza anualmente os dados de distribuição de riqueza no mundo e faz projeções para o segmento num horizonte de cinco anos à frente.

Uma década após o início da crise financeira global, vemos um aumento significativo da riqueza em todas as regiões do mundo. Ainda assim, a distribuição da riqueza continua a encontrar grandes disparidades.

De meados de 2016 para 2017, a riqueza das famílias mundo afora teve um incremento de 6,4%, para US$ 280,3 trilhões. O estudo aponta que nesse intervalo a riqueza cresceu no passo mais acelerado dos anos recentes, refletindo ganhos generalizados nos mercados de ações, combinados com performance similar nos preços de ativos não financeiros, como imóveis.

Em comparação, a média em nível global é de US$ 56,5 mil, o que representa um aumento de 4,9% e um novo recorde.

O relatório deste ano centra-se na geração Millennial e nas suas perspetivas de acumulação de riqueza.

Assim como em outras economias latino-americanas, o Brasil tem mais pessoas na faixa entre US$ 10 mil e US$ 100 mil de riqueza.