Qualcomm rejeita oferta hostil de US$ 103 bilhões feita pela Broadcom

Qualcomm rejeita oferta hostil de US$ 103 bilhões feita pela Broadcom

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Os US$ 103 bilhões que a Broadcom está disposta a pagar pela Qualcomm formam um valor extremamente alto, certo? A fabricante de chips afirmou que a oferta subestimou "dramaticamente" a empresa nos Estados Unidos.

"Depois de uma grande análise, feita em consulta com nossos conselheiros legais, o Conselho decidiu que a proposta da Broadcom subestima o valor da Qualcomm e traz diversas incertezas regulatórias", disse o presidente do conselho da Qualcomm, Tim Horton, em nota divulgada nesta segunda. Já os papéis da Broadcom caíram 0,7% (US$ 263).

Se o negócio fosse concluído, veríamos uma gigante com valor de aproximadamente US$ 200 bilhões surgir: estima-se que, hoje, a Broadcom tem valor de mercado de US$ 112 bilhões; a Qualcomm, de US$ 91 bilhões.

Mas, conforme analista já previam, a Qualcomm rejeitou a proposta.

O diretor-executivo da Qualcomm, Steve Mollenkopf, reforça a decisão: "Nenhuma empresa está melhor posicionada em dispositivos móveis, Internet das Coisas, setor automotivo, computação de ponta e rede dentro da indústria de semicondutores". No último trimestre, o lucro da Qualcomm caiu 90% por conta, entre outros problemas, de uma complexa disputa judicial contra a Apple. Tanto é que a Qualcomm está evolvida em um processo para adquirir uma outra empresa do segmento de semicondutores, a NXP.

Em comunicado, o conselho de administração da empresa rejeitou a proposta recordista por considerar que não oferece pela Qualcomm o seu valor real.

Mas a novela pode não ter chegado ao fim. "É entendimento unânime do conselho que a proposta da Broadcom desvaloriza significativamente a Qualcomm em relação à posição de liderança em tecnologia móvel e nossas perspectivas de crescimento", disse o CEO da Qualcomm, Paul Jacobs, no texto. Em outras palavras, uma nova ofensiva deve vir aí.