Tribunal rejeita providência cautelar do Benfica. FC Porto pode revelar emails

Tribunal rejeita providência cautelar do Benfica. FC Porto pode revelar emails

O FC Porto, através do seu director de comunicação, tem utilizado o Porto Canal para difundir a alegada influência do rival sobre os decisores de diferentes órgãos, tendo os "encarnados", em Setembro, avançado com uma providência cautelar para travar esta actuação. Esta sexta-feira, a decisão do tribunal foi conhecida: os dragões podem prosseguir com a sua demanda.

Na mesma nota, o FC Porto apresenta mais argumentos invocados pelo Tribunal, que sobre a concorrência desleal justifica que "manifestamente não é concebível uma transferência de adeptos ou sócios de um clube para outro, pelo menos com dimensão significativa e, em termos de repercussão económica" com a divulgação dos emails por parte do FC Porto.

O magistrado recusou algumas das alegações dos encarnados e deu outras como não provadas, rejeitando o pedido de providência cautelar.

Segundo o jornal O Jogo, que também teve acesso ao documento de 60 páginas, o Benfica alegou também eventuais danos de reputação e ligados a patrocínios, algo que foi rejeitado por não ter sido vislumbrado "qualquer facto que indicie, ou de onde se possa retirar a possibilidade, o potencial dano de qualquer dos patrocinadores fazer cessar o seu patrocínio".

De acordo com um comunicado emitido pelos dragões, o juiz decidiu indeferir a providência cautelar interposta pelo Benfica por considerar que "nenhum dos factos alegados consubstancia o preenchimento dos requisitos do instituto de concorrência desleal", que era, de acordo com a sentença transcrita parcialmente no site oficial do clube azul-e-branco, a "única questão jurídica a apreciar" nesta providência.

O dirigente salientou que as revelações que os azuis e brancos têm feito "são de interresse público" e que o FC Porto "continuará, sempre que achar que há interesse público, a desmascarar práticas" suspeitas. "Por um futebol limpo".