SP afasta delegado responsável por ação na casa de filho de Lula

SP afasta delegado responsável por ação na casa de filho de Lula

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afastou do caso, na quarta-feira (11), o delegado da Polícia Civil responsável pelas buscas na casa de Marcos Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na cidade de Paulínia (SP). Petistas criticaram a atuação da polícia, subordinada ao governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), e afirmaram que foi uma forma de atingir o ex-presidente.

De acordo com a nota da Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP), o secretário Mágino Barbosa Filho determinou "a instauração de procedimento administrativo para apurar em que condições ocorreu uma diligência de busca e apreensão realizada ontem (10)".

Em nota na terça-feira, o advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, disse: "a busca e apreensão, feita a partir de denúncia anônima e sem base, não encontrou no local o porte de qualquer bem ou substância ilícita, o que é suficiente para revelar o caráter abusivo da medida". Em seis tuítes sobre o assunto, Dilma chamou a operação de "uma ação abusiva cometida por exibicionismo midiático". No entanto, não foram encontrados entorpecentes, conforme a coluna "Mônica Bergamo", no jornal Folha de S. Paulo.

"A operação policial na casa de Marcos Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, a partir de uma suposta e falsa denúncia anônima, foi uma violência que tem de ser explicada por todas as autoridades envolvidas", escreveu a senadora Gleisi Hoffmann, presidente do partido. "O esgarçamento das instituições está criando um clima de exceção que, se não for combatido, se tornará o ovo da serpente do fascismo".

O líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo, Alencar Santana Braga, afirmou que Alckmin "tem que explicar a perseguição de sua polícia aos filhos de Lula".

Marcos Lula, filho biológico de Dona Marisa, foi criado como filho mais velho do ex-presidente.