China pede aos EUA que preservem o acordo nuclear com o Irã

China pede aos EUA que preservem o acordo nuclear com o Irã

Mas Donald Trump deve anunciar nesta sexta-feira a retirada de seu apoio ao acordo histórico assinado com o Irã, apesar da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) afirmar que a República Islâmica respeita os compromissos. Tudo indica que o presidente se negará a "certificar" de novo que o acordo está de acordo com o interesse nacional dos Estados Unidos.

Caso Trump não certifique, cabe ao Congresso dos EUA decidir se as sanções levantadas em 2015 devem voltar a vigorar. Essa medida abre um prazo de 60 dias para que o Congresso revise o pacto e avalie os próximos passos a serem tomados, incluindo as possíveis sanções ao Irã.

Donald Trump reafirmou recentemente que está em desacordo com esta negociação, numa entrevista à Fox News, em que disse que "eles [o Irão] têm um caminho em direção às armas nucleares que é muito rápido, e pense nisto - 1,7 mil milhões de dólares em dinheiro", referindo-se a uma das alíneas do artigo, decidida por Barack Obama, que encerrou uma batalha judicial que durava há décadas entre os dois países.

A porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, disse nos últimos dias que Trump estabelecerá uma "estratégia ampla" que não abordará apenas o acordo, mas também o "mau comportamento do Irã", como os recentes testes de mísseis balísticos e a acusação de que o país é "patrocinador do terrorismo".

O texto foi concluído por Teerão com seis grandes potências (Estados Unidos, China, Rússia, França, Reino Unido e Alemanha) para garantir o caráter exclusivamente civil do programa nuclear iraniano, em troca do levantamento das sanções.

Outro ponto que tem gerado apreensão em Teerã é a possibilidade de o governo Trump designar como grupo terrorista a Guarda Revolucionária do Irã, uma linha vermelha para o regime dos aiatolás.