Carlos Arthur Nuzman renuncia à presidência do COB

Carlos Arthur Nuzman renuncia à presidência do COB

O maior temor do Comitê Olímpico Brasilero (COB) em meio à crise que culminou com a renúncia do presidente Carlos Arthur Nuzman, na tarde desta quinta (11), é o impacto que isso possa representar na preparação das equipes do País para os Jogos de Tóquio em 2020. A decisão foi do desembargador federal Abel Gomes, da Primeira Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2).

Segundo investigadores, Nuzman e o diretor-geral do COB, Leonardo Gryner, intermediaram o pagamento de propinas para que o Rio fosse escolhido a sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Preso em Benfica, na Zona Norte do Rio de Janeiro, o dirigente havia pedido afastamento no último fim de semana e agora encerra oficialmente seu vínculo com a entidade. O ex-presidente do COB teria atuado como intermediário em um esquema de corrupção com o ex-governador Sérgio Cabral e o empresário Arthur Soares, o "Rei Arthur", que está foragido.

"O mais importante é que nossos atletas estão competindo mundo afora", disse ao Terra o novo presidente do COB, Paulo Wanderley, então vice que passou a substituir Nuzman. "Nesse sentido, sem entrar no mérito da questão, a renúncia do presidente Nuzman foi o primeiro passo", afirmou à reportagem o presidente da Confederação Brasileira de Vela, Marco Aurélio de Sá Ribeiro.

A decisão da Justiça considera que as decisões da primeira instância estão devidamente fundamentadas e que elas apontam o envolvimento de Nuzman na assinatura de contratos com empresas já relacionadas com o esquema criminoso envolvendo Sérgio Cabral.