Aumentos extraordinários faseados em 2018 custam 47 milhões em 2019 — Pensões

Aumentos extraordinários faseados em 2018 custam 47 milhões em 2019 — Pensões

O Governo acolheu nesta quinta-feira a proposta comunista de aumento extraordinário de dez euros nas pensões, devendo efectivar-se "a meio do ano" de 2018, previsivelmente em Agosto, como sucedeu este ano, e seis euros às já actualizadas pensões mínimas.

Nas diversas reuniões e contactos entre o executivo socialista e elementos dos partidos com os quais tem posições conjuntas prosseguem até sexta-feira, data de entrega no parlamento do OE2018, ficou também definido o fim do corte de 10% no subsídio de desemprego ao fim de seis meses daquele apoio social e o aumento da derrama estadual de IRC para empresas com lucros acima de 35 milhões de euros.

Esta subida das pensões, que perderam 7% de poder de compra com o anterior governo, resulta da pressão dos comunistas para que estas sejam valorizadas. O que significa que a medida vai sobrar para 2019, com um peso nas contas públicas nessa altura de 47 milhões de euros, apurou o Observador.

É um meio caminho entre o que pediam PCP e Bloco de Esquerda para o Orçamento do Estado para 2018 e o que foi conseguido depois das negociações dos últimos dias. João Oliveira sublinhou que o Governo "admitiu o aumento mínimo de 10 euros para todos os pensionistas".

O aumento automático das pensões - que decorre do Estatuto do Aposentação - vai custar 357 milhões de euros no próximo ano, é elevado e foi justificado pelo primeiro-ministro, no último debate quinzenal, com o desempenho da economia (crescimento superior a 2%).