Tribunal nega habeas corpus para irmãos Joesley e Wesley Batista

Tribunal nega habeas corpus para irmãos Joesley e Wesley Batista

A defesa dos empresários Joesley e Wesley Batista, acionistas do grupo J&F, protocolaram na manhã desta quinta-feira (14) pedido de "soltura imediata" dos irmãos junto ao Tribunal Regional Federal de São Paulo.

A defesa dos empresários informou que vai recorrer, ainda nesta tarde. Segundo a justificativa do advogado, a prisão preventiva não é justa pois, caso fossem condenados pelo crime de uso de informação privilegiada, responderiam a pena mínima de um ano.

A juíza Tais Ferracini está substituindo o desembargador federal Mauricio Kato, na 5ª Turma. Ele foi transferido nesta sexta-feira de Brasília para São Paulo a pedido da Polícia Federal (PF).

O pedido foi subscrito pelo criminalista Pierpaolo Bottini e destacou que 'a liberdade de ambos não coloca em risco as apurações de insider trading e que não há fato novo que justifique a drástica medida'. O empresário é alvo de dois mandados de prisão preventiva. A defesa aponta a "ausência de qualquer fato contemporâneo que demonstre a necessidade de segregação relacionada ao delito de insider trading ou à sua persecução". No domingo (10), o empresário e o executivo Ricardo Saud, do Grupo J&F, foram presos temporariamente por ordem do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), por suspeita de violação de sua delação premiada. Na última quinta-feira Rodrigo Janot, procurador- geral da república, pediu a uma alteração para prisão preventiva, onde o tempo de detenção é indeterminado.

Mais cedo, também nesta sexta, a Justiça havia negado o pedido para que eles pudessem responder em liberdade à acusação de que teriam se beneficiado de informações privilegiadas, antes da divulgação de seu acordo de delação, para lucrar no mercado de capitais. "Entramos com HC no Superior Tribunal de Justiça para enfrentar a prisão preventiva, injusta e desnecessária, decretada contra o Wesley e o Joesley pelo juiz da sexta vara federal". A especulação resultou em lucros milionários para os delatores, afirma a PF.