PF acha indícios de organização criminosa com Temer e Geddel

PF acha indícios de organização criminosa com Temer e Geddel

Moreira Franco afirma que jamais participou de qualquer grupo para a prática do ilícito.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse em sua denúncia que o presidente Michel Temer dava a necessária estabilidade e segurança à organização criminosa formada por políticos de seu partido, o PMDB. As afirmações foram encaminhadas ao STF (Supremo Tribunal Federal).

Integrantes do PMDB que ocuparam pastas no governo Temer e hoje estão presos, Eduardo Henrique Alves (Turismo) e Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) também foram atingidos pela denúncia de Janot.

Segundo a PF, um fato relevante que demonstra a ascensão de Temer sobre o PMDB da Câmara ocorreu em abril de 2015, quando a então presidente Dilma Rousseff o nomeou como articulador político do governo, após extinção da Secretaria de Relações Institucionais.

Segundo a PF, a cúpula do PMDB mantinha "estrutura organizacional com o objetivo de obter, direta e indiretamente, vantagens indevidas em órgãos da administração pública direta e indireta".

O presidente Michel Temer, por meio de assessoria, disse que não participa nem participou de nenhuma quadrilha, como foi divulgado, nem integra qualquer "estrutura com o objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagens indevidas em órgãos da administração pública".

Outros aliados do presidente como Moreira Franco e Rodrigo Rocha Loures, o homem da mala, também aparecem ligados a Temer por meio de flechas. O presidente integraria uma organização criminosa que está em funcionamento mesmo depois de ele ter chegado ao Planalto.

"Responderei de forma conclusiva quando tiver acesso ao relatório do inquérito". "Cada um responde pelos seus atos", emendou o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. Lamento que tenha que falar sobre o que ainda não conheço.

Temer foi denunciado por organização criminosa - assim como os demais integrantes de seu partido - e obstrução da Justiça. Temer é apontado como o líder da organização criminosa desde maio de 2016.

Há indícios de que o presidente Michel Temer cometeu crimes, afirma a Polícia Federal. Padilha diz que não há provas contra ele e que vai provar sua inocência. Segundo Janot, o esquema permitiu que os denunciados recebessem, a título de propina, pelo menos R$ 587 milhões e causaram prejuízos aos cofres públicos. Com a palavra, STF.

"Bem aventurados os que tem fome e sede de justiça, porque serão saciados" (Mt 5,6).