NATO pede "resposta mundial" após lançamento de novo míssil

NATO pede

O míssil sobrevoou a ilha pouco depois das 7h00 locais (23h00 de quinta-feira, em Lisboa).

"É um alcance que permite atingir Guam", afirmou o ministro japonês Itsunori Onodera.

Esta sexta-feira o Conselho de Segurança vai voltar a reunir-se em Nova Iorque a pedido do Japão e dos EUA.

O lançamento de mais um míssil ocorre após o Conselho de Segurança da ONU impor, esta semana, um novo pacote de sanções à Coreia do Norte pelo desenvolvimento de seu programa nuclear e balístico, que incluiu um sexto teste nuclear, de uma potência sem precedentes para o país. Militares sul-coreanos e dos EUA estão analisando detalhes do lançamento, o 15º do tipo este ano e o primeiro após o teste nuclear no início deste mês.

A ONU já tomou medidas mais duras em relação à Coreia do Norte, mas depois de mais este míssil sobre o Japão, será pressionada a ser mais dura ainda.

"O Japão jamais poderá tolerar essa ação provocadora da Coreia do Norte", disse à imprensa o porta-voz do governo japonês, Yoshihide Suga.

"Essas provocações repetidas por parte da Coreia do Norte são inadmissíveis e nós protestamos nas palavras mais fortes", disse Suga.

A explosão teve uma potência de 250 quilotoneladas, 16 vezes superior à da bomba lançada pelos Estados Unidos sobre a cidade japonesa de Hiroshima, em 1945, segundo as mais recentes estimativas divulgadas pelo portal especializado na Coreia do Norte, 38 North, com base na revisão em alta da magnitude do abalo gerado feita pela Organização do Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares. O presidente republicano não quis falar sobre sua estratégia para lidar com a Coreia do Norte, mas garantiu que os americanos ficarão seguros apesar das ameaças do regime de Kim Jong-un.

"O Conselho de Segurança da ONU é composto por países sem princípios e, por conseguinte, tal ferramenta inútil deve ser dissolvida de imediato", de acordo com a KCNA. No mesmo comunicado, Rex Tillerson lembra que a China continua a fornecer à Coreia do Norte "quase todo o seu petróleo" e que a Rússia ainda é "o maior empregador de força laboral norte-coreana".