Janot anula imunidade penal concedida a Joesley e Saud — Política

Janot anula imunidade penal concedida a Joesley e Saud — Política

O procurador [Rodrigo Janot] acho que foi muito questionado sobre a nossa imunidade e por fim resolveu pedir a quebra da nossa imunidade.

- Eu fui mexer com os poderosos, donos do poder, e estou aqui agora.

Joesley ainda procurou explicar a manobra financeira que fez à época em que fez a delação premiada.

- Nós vendemos antes, durante e continuamos vendendo, por necessidade de caixa.

Joesley Batista também aproveitou a audiência em São Paulo para atacar os desdobramentos de sua delação para si, o irmão e a própria empresa.

A audiência de custódia não trata do processo em si, mas do ato de prisão, de que forma ela se deu.

"Eles consideraram lá que a gente não cumpriu [os termos do acordo de colaboração premiada] após nós termos feito a maior e mais efetiva colaboração". Isso demonstra a periculosidade do agente (Joesley) perante o mercado financeiro - disse. Segundo o magistrado, Joesley tem um poder aquisitivo que o possibilitaria de fugir sem qualquer dificuldade, mesmo com o passaporte retido.

Janot ainda comunicou a Corte sobre a rescisão dos acordos de colaboração dos dois executivos, que lhes garantiam imunidade penal, e pediu que as condutas ilícitas cometidas pelos executivos relacionadas a irregularidades do "quadrilhão do PMDB" na Câmara sejam avaliadas pelo juiz federal Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato em primeira instância. Para o ministro, além de ser acusado com Saud de omitir fatos criminosos na delação, Batista teve outra prisão decretada pela Justiça de São Paulo sob a acusação de manipular o mercado de capitais para beneficiar a JBS, uma das empresas do grupo J&F.

O advogado de Joesley e Saud, Antonio Carlos Castro Machado, o Kakay, disse à Agência Brasil que orientou os dois a ficarem calados em razão da possibilidade de o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, rescindir o acordo de delação premiada firmado com o empresário, o que acabou se confirmando depois.

Nesta sexta-feira, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) negou o pedido de habeas corpus da defesa dos empresários Joesley e Wesley Batista. O motivo foi a conclusão de que "houve omissão deliberada, por parte dos referidos colaboradores, de fatos ilícitos que deveriam ter sido apresentados por ocasião da assinatura dos acordos".

Esse caipira que ficou milionário graças ao maldito e corrupto governo petista está sentido agora a confusão que armou dando uma de esperto.