Fachin determina prisão sem prazo determinado para Joesley e Saud

Fachin determina prisão sem prazo determinado para Joesley e Saud

O advogado de Joesley e Saud, Kakay, disse que orientou os dois a ficarem calados em razão da possibilidade de o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, rescindir o acordo de delação premiada firmado com o empresário, o que acabou se confirmando depois.

A prisão foi determinada depois que surgiram indícios de que os delatores omitiram informações em sua delação premiada, como a possível participação do ex-procurador Marcello Miller na elaboração do acordo apresentado à PGR. Com música de axé tocando ao fundo, Saud e Joesley falam sobre casos de infidelidade.

A transferência de Joesley nesta sexta-feira corresponde a esta ação, uma vez que a 6ª Vara Federal de São Paulo marcou uma audiência de custódia no âmbito da operação Tendão de Aquiles.

Joesley se entregou à Polícia Federal em São Paulo no domingo e foi transferido para a carceragem da PF em Brasília no dia seguinte. Dessa forma, os irmãos Joesley e Wesley Batista, além dos empresários Ricardo Saud e Francisco de Assis, perderam os benefícios e serão processados.

Com a anulação, Joesley e Saud foram denunciados ao Supremo Tribunal Federal (STF) no mesmo processo que envolve o presidente Michel Temer e integrantes do PMDB. "Vendemos ações por um único motivo de necessidade de caixa", alegou. A decisão foi tomada na noite desta quinta-feira, acatando pedido do Ministério Público Federal.

Caso fique provado que ele cometeu crime no mercado financeiro, seu acordo de delação também pode ser cancelado.

Em depoimento à Justiça nesta sexta (15), em São Paulo, o empresário Joesley Batista, sócio da JBS, disse que está sendo punido por ter confrontado "os donos do poder". Segundo ele, o ineditismo da prisão preventiva por acusação de "insider trading" (uso de informação privilegiada) revela "uma excepcionalidade no mínimo curiosa". O pedido será julgado pela juiz federal convocada Taís Ferracini.

Brasília - A segunda denúncia contra o presidente Michel Temer apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pode fazer com que a medida provisória (MP) do.