Coreia do Norte ignora sanções da ONU e lança novo míssil

Coreia do Norte ignora sanções da ONU e lança novo míssil

A Coreia do Norte lançou um novo míssil balístico que sobrevoou o território japonês, a partir da zona de Sunan, na capital do país, confirmou fonte militar sul-coreana, na quinta-feira à noite. Yoshihide Suga prometeu também "responder de forma adequada, juntamente com os Estados Unidos, a Coreia do Sul e outros países interessados".

Este foi o primeiro lançamento de um míssil pela Coreia do Norte desde o final de agosto - quando outro projétil também sobrevoou o norte do Japão - e o primeiro teste armamentístico desde que o regime de Kim Jong-un executou seu sexto e até agora mais forte teste nuclear, no último dia 3. O míssil sobrevoou a ilha japonesa de Hokkaido e caiu 20 minutos depois em águas do oceano Pacífico, a cerca de 2 mil quilômetros do território nipônico. Acompanhe o site eleito pela Escolha do Consumidor 2017. De acordo com a TV, o lançamento ocorreu por volta das 7h dessa sexta-feira (15) - por volta das 19h desta quinta-feira (14) no horário de Brasília.

"A Coreia do Norte redobrará os esforços para aumentar sua força para proteger a soberania e o direito à existência do país, e para preservar a paz e segurança da região estabelecendo o equilíbrio prático com os EUA", afirmou em comunicado divulgado pela agência de notícias estatal norte-coreana KCNA.

"Devemos mostrar à Coreia do Norte que, se escolherem prosseguir com este caminho, não terão um futuro brilhante", sublinhou o líder japonês numa declaração a partir de Tóquio.

Em Washington, o secretário de Estado norte-americano Rex Tillerson condenou o lançamento "provocador" efetuado pela Coreia do Norte e instou a China e a Rússia, próximas de Pyongyang, a aplicarem "medidas diretas" sobre o regime.

"Está passando um míssil, está passando um míssil, provavelmente sobre Hokkaido em direção ao Pacífico".

O comité norte-coreano também se manifestou contra o governo de Seul, que acusou de ser um grupo de "traidores" e de "cães dos Estados Unidos" por terem pedido sanções mais duras contra os seus "compatriotas".

O Presidente sul-coreano, Moon Jae-in, agendou uma reunião do Conselho de Segurança Nacional para debater a situação. O texto impõe um embargo às exportações de gás para a Coreia do Norte, um limite para as vendas ao regime de petróleo e produtos refinados, assim como a proibição de importação de têxteis norte-coreanos.

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